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terça-feira, 2 de junho de 2009

O Brasil está de luto: Comunicado Público da Associação da Causa Imperial [ Press]

[ O Movimento Pensar Real~Pensar Portugal e a Juventude Monárquica, fazem questão de divulgar na integra o Comunicado Oficial publicado pela Associação Causa Imperial: "Anuncia à Família Imperial e a todos os brasileiros que permanece em vigília junto a todos os monarquistas, acompanhando as notícias sobre o desaparecimento do vôo 447, solidarizando-se com a Família Imperial, nesse momento de dor e incerteza. Solidarizamo-nos, também, com as demais famílias, elevando a Deus nossas orações pelos desaparecidos nessa tragédia. O mais velho dos 4 filhos de Dom Antônio de Orleans e Bragança e da Princesa belga Christine de Ligne, Dom Pedro Luiz ocupa o 4º lugar na linha de sucessão ao trono brasileiro. Completou 26 anos em 12 de janeiro de 2009. Formou-se em Administração de Empresas pelo IBMEC e pós-graduou-se em Economia pela Fundação Getúlio Vargas. Atualmente, trabalhava em Luxemburgo, onde seu tio-avô (por parte de mãe) Henri reina como Grão-Duque. Além da experiência profissional em sua área, tinha D. Pedro Luiz a oportunidade de observar de perto o funcionamento de uma monarquia contemporânea. Desafortunadamente, o príncipe D. Pedro Luiz embarcara no avião que viria a desaparecer. Sua prima, D. Alice de Ligne, que ocupará a nona posição na linha de sucessão à Chefia da Casa Imperial do Brasil na hipótese de confirmação da tragédia, por muito pouco embarcou em outro vôo. Dom Pedro Luiz e seus irmãos sempre representaram a esperança jovem do movimento monárquico brasileiro, que busca não apenas a restauração do Império do Brasil, mas principalmente reviver a capacidade dos brasileiros de se orgulharem de sua Pátria e de lhe devotarem o mais entranhado amor. "]

Descendente da Família Real Portuguesa: Príncipe Pedro de Orleans e Bragança e Ligne -"Acidente do vôo 477 da Air France"




[ O Movimento Pensar Real ~ Pensar Portugal foi ontem informado que no avião Airbus A330-200 da Air France que partiu do aeroporto Tom Jobim, no Rio, às 19h29 de domingo, com destino a Paris e, que desapareceu quando sobrevoava o oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo, seguia entre eles: o Descendente da Família Real Portuguesa, Dom Pedro Luis e Orleans e Bragança. Segundo a Air France, o último contato da aeronave, que operava o voo AF-447, ocorreu às 23h14, quando o avião enviou uma mensagem automática relatando uma pane elétrica. O piloto se comunicou com o Brasil pela última vez às 22h33 e a última posição conhecida da aeronave foi a 800 km de Natal. Nesse vôo da Air France (de RJ para Paris) que desapareceu no dia 31 de Maio na costa do Brasil: O Príncipe ia para casa. O príncipe Dom Pedro Luiz Maria José Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança e Ligne, era o quarto na linha de sucessão do trono, caso o Brasil voltasse a adotar a Monarquia. Era solteiro e viajava sozinho. Segundo a Casa Imperial, Dom Pedro estava retornando a Luxemburgo, país europeu onde mora há cerca de três anos. A família de sua mãe, a Princesa Cristina de Ligne, é oriunda de Luxemburgo. Dom Pedro estudava e trabalhava. No Brasil, o Príncipe havia cursado administração no Ibmec-RJ, concretizando a pós-graduação em economia na Fundação Getúlio Vargas. Actualmente, além de trabalhar, o Príncipe integrava um curso de especialização na área da economia, em Luxemburgo. Segundo a imprensa Dom Pedro, tinha recentemente vindo ao Brasil poucas semanas antes, para visitar a família, que mora em Petrópolis (RJ). Dom Pedro é descendente de Dom Luís Maria Filipe de Orleans e Bragança (1878-1920), neto de Dom Pedro II e Patriarca do ramo de Vassouras (a 116 km do Rio) da Família Imperial. Dom Luís – e, por consequência, seus descendentes – pleiteia o direito de herdar o trono porque seu irmão mais velho, Dom Pedro de Alcântara de Orleans e Bragança, renunciou ao título. Dom Pedro foi Príncipe do Brasil de 1891 a 1908 e deu origem ao chamado ramo de Petrópolis, que contesta que tenha perdido o direito ao trono, segundo informa a Folhapress, com Agência Efe". O Movimento Pensar Real ~Pensar Portugal junta-se aos "Cumprimentos doloroso de dever de informar todos os Monárquicos que D. Pedro Luiz, filho mais velho de SS.AA.RR. os Príncipes D. Antonio e D. Christine e IV na linha de sucessão ao Trono brasileiro, encontrava-se no avião da Air France desaparecido no vôo Rio de Janeiro - Paris." A Família Orleans e Bragança, herdeira da Família Real Brasileira, confirmou que o Príncipe Pedro Luiz de Orleans e Bragança estava no Airbus, pontuando que ele era o único membro da Família Real que viajava para Paris. Descendente directo de Dom Pedro II e filho do príncipe Dom Antônio. Pedro Luiz, tem 26 anos e é o quarto na linha sucessória do trono, segundo o escritório que representa a Família Orleans e Bragança em São Paulo. O Movimento Pensar Real ~ Pensar Portugal expressa uma mensagem de condolências à Família Real Brasileira pelo trágico acidente que vitimou: D. Pedro Luiz, filho mais velho de SS.AA.RR. os Príncipes D. Antonio e D. Christine e 4º na linha de sucessão ao Trono brasileiro, que se encontrava no avião da Air France desaparecido no vôo Rio de Janeiro - Paris. ]
CASA IMPERIAL BRASILEIRA:
http://www.monarquia.org.br/
FONTES & VER+EM:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1178337-5602,00.html
http://jovempan.uol.com.br/noticias/noticia/piloto+viu+pontos+laranjas+no+oceano+atlantico-163132,,0
http://www.hojenoticia.com.br/editoria_materia.php?id=24570
http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=14,39498
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/518269

Juventude Monárquica:"Rumo aos 500 Anos" e o Príncipe de Orleans e Bragança - Presidente de Honra da Juventude Monárquica do Brasil [Homenagem]

[ "Dom Pedro Luís Maria José Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Ligne (Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 1983), príncipe do Brasil e príncipe de Orléans e Bragança, é o filho mais velho de D. Antônio João de Orléans e Bragança, príncipe do Brasil, e de D. Christine de Ligne, princesa de Ligne. É o quarto na linha de sucessão do trono do Brasil, seria provavelmente o futuro chefe da Família Imperial Brasileira. Em 1999, ele foi empossado como Presidente de honra da Juventude Monárquica do Brasil, a convite de seu tio, D. Luís de Orléans e Bragança, actual Chefe da Casa Imperial do Brasil. Foi nesta condição que viajou a Portugal, onde representou a Casa Imperial do Brasil no jantar promovido pelos Arautos d'El Rei (grupo de jovens monarquistas de Portugal) e pela Juventude Monárquica, que deu origem ao projeto “Rumo aos 500 anos”, no qual estavam presentes D. Duarte Pio de Bragança e sua esposa. Também actuou bastante junto com seus tios, pais e irmãos nos eventos Monárquicos no Brasil. Por acreditarem que pode estar próxima a restauração da Monarquia no Brasil, a maioria dos Monarquistas brasileiros depositavam nele as esperanças pela restauração! É bacharel em Administração de Empresas pelo IBMEC do Rio de Janeiro e pós-graduado em Economia pela Fundação Getúlio Vargas. É Grã-Cruz das Ordens Imperiais de Dom Pedro I e da Rosa. D. Pedro estava no Voo Air France 447, que desapareceu entre a costa brasileira e a África no dia 1 de junho de 2009[1][2], facto este, que pode colocar seu irmão mais novo Rafael Antônio Maria de Orléans e Bragança como o herdeiro do ramo." Pedro Luis de Orleans e Bragança, de 26 anos, é um dos descendentes diretos de Pedro II, que foi o segundo imperador do Brasil e que governou o país por quase 50 anos até ser deposto em 1889 com a implantação do regime republicano. O príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, quarto na linha de sucessão da Coroa Brasileira, figura entre os passageiros do Airbus da Air France que desapareceu no domingo, quando voava entre Rio de Janeiro e Paris. A Juventude Monárquica Portuguesa e o Movimento Pensar Real ~ Pensar Portugal, expressa uma mensagem de condolências à Casa Imperial do Brasil, pelo falecimento do Príncipe Dom Pedro Luís de Orleans e Bragança-Descendente da Família Real Portuguesa -, evocando uma parte do texto da "Carta escrita aos Brasileiros" por S.A.I.R Dom Luiz de Orleans e Bragança no ano de 2006: (...) "Dom Pedro I, seguindo as melhores tradições da Casa de Bragança, houve por bem consagrar o Brasil a Nossa Senhora Aparecida. É para Ela que, com veneração e confiança, ao final destas considerações, se voltam meu olhar e minhas preces. Para que uma vez mais faça sentir seu desvelo e sua proteção maternais sobre este querido Brasil, a fim de que prossiga e se regenere, uno e invicto nas vias gloriosas da Civilização Cristã, rumo à peculiar grandeza – também cristã – que é o destino específico de nossa Pátria." in Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança - Rio de Janeiro, 4 de junho de 2006. A Juventude Monárquica congratula-se e faz hoje, uma sincera homenagem a todos aqueles que junto dos mais jovens, nos acompanham e nos apoiam nas nossas diversas acções, fomentando às novas gerações: o Ideário Monárquico!]
PRÍNCIPE PEDRO LUIZ DE ORLEANS E BRAGANÇA:

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Há 125 Anos a Família Real Portuguesa: Inaugurava o Jardim Zoológico de Lisboa

[ O Movimento Pensar Real ~ Pensar Portugal, relembra hoje nas celebrações do 125º Aniversãrio do Jardim Zoológico de Lisboa: os dois Reis de Portugal que estão ligados à história da sua Fundação. O Rei D. Fernando II de Portugal (29 de Outubro de 181915 de Dezembro de 1885), que ficou conhecido na História de Portugal com a designação do "Rei Artista", e o Rei D. Luís I de Portugal (31 de Outubro de 183819 de Outubro de 1889), que ficou conhecido como "O Popular", devido à adoração pelo seu povo. "Inaugurado em 1884, o Jardim Zoológico de Lisboa foi o primeiro parque com fauna e flora da Península Ibérica. Foram vários os seus fundadores, como os Drs. Pedro van der Laan e José Thomaz Sousa Martins e o Baraão de Kessler, que contaram com o apoio de várias personalidades, como o Rei D. Fernando II e pelo conhecido zoólogo e poeta José Vicente Barboza du Bocage. As primeiras instalações situaram-se no Parque de São Sebastião da Pedreira, que foi cedido gratuitamente pelos seus proprietários. Em 1905, foram inauguradas as novas e definitivas instalações na Quinta das Laranjeiras. As inúmeras remessas de animais vindos de África e do Brasil contribuíram para que, ao longo dos anos, o Jardim Zoológico tivesse uma das colecções de animais mais vasta e diversificada. Destacaram-se, na realidade, alguns governadores das ex-províncias ultramarinas no contributo para o enriquecimento da colecção zoológica com exemplares de espécies exóticas, pouco conhecidas e atractivas. Hoje em dia, o Jardim Zoológico é um importante espaço onde aliada à conservação e à educação está uma forte componente de entretenimento e diversão. No parque habitam várias espécies de mamíferos, aves, répteis e anfíbios. Das mais de 360 espécies do Jardim Zoológico, 54 são EEP's." Segundo o registo histórico foi a 19 de Fevereiro de 1883 um grupo de notáveis da época reuniu-se para a apresentação do projecto, e com o incentivo do Rei D. Luís foi então elaborada uma escritura em 5 de Setembro de 1883, depois de muito estudo e formação de capital. Logo em seguida iniciaram-se as obras nos terrenos indicados para o zoo, em São Sebastião da Pedreira. Ergueram-se pavilhões, viveiros e gaiolas, para manter os primeiros animais a expor. Assim a 28 de Maio de 1884 era inaugurado o Jardim Zoológico que já dispunha uma coleção de 1127 animais á disposição do público, alguns deles doados pela Família Real Portuguesa e outros. A Inauguração contou com a presença da Família Real e vários membros do Governo, e além desse dia durante os meses seguintes o público acorreu em grande número e euforia. Até ao fim desse ano de 1884 afluiram ao zoo 170.000 vizitantes adorando como pricipal atracção os grandes felinos e a Fauna do Continente Africano." Para celebrar o seu 125º Aniversário, conforme noticiado pela imprensa, quem hoje fizer anos, não paga a entrada no Zoo, desde que acompanhado de 2 adultos pagantes. O Jardim Zoológico oferece também a entrada ao 125.º visitante que entre no Zoo! ]
REI DOM FERNANDO II DE PORTUGAL:

HISTÓRIA DO JARDIM ZOOLÓGICO DE LISBOA:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_Zool%C3%B3gico_de_Lisboa
SITE DO JARDIM ZOOLÓGICO DE LISBOA:
http://www.zoolisboa.pt/

125 anos do Jardim Zoológico de Lisboa: Inaugurado pela Família Real Portuguesa

[ "A 28 de Maio de 1884, o Rei D.Fernando II de Portugal e a Família Real Portuguesa inauguraram o Jardim Zoológico de Lisboa. Desde então, o parque tem povoado de sonho a infância dos Portugueses."]

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Viva a Família Real!... Viva Portugal!... Portugal Sempre! [Há 14 Anos Foi Assim!]

"D. Carlos I, Rei de Portugal": Palácio da Independência - Conferência [14 Maio]

[ O Movimento Pensar Real~Pensar Portugal e a Juventude Monárquica, divulgam e convidam todos os interessados, para assistirem na Sociedade Histórica da Independência de Portugal, à Conferência "D. Carlos I, Rei de Portugal", de autoria de Maria de Jesus Pessanha Caimoto Duarte. A sessão integrada nas actividades do Núcleo Feminino da SHIP, realizar-se-á amanhã, dia 14 de Maio, pelas 17 Horas, no Salão Nobre do Palácio da Independência - Largo de São Domingos, 11, em Lisboa. ]

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Pedro Álvares Cabral: À Descoberta do Mundo Novo [ Museu Descobrimentos]

[ O Movimento Pensar Real ~ Pensar Portugal dá destaque às III Jornadas do Património de Belmonte: "À Descoberta do Novo Mundo" e à inauguração do Centro de Interpretação "À Descoberta do Novo Mundo" (Museu dos Descobrimentos). "A estátua de Pedro Álvares Cabral em Belmonte é de um homem que é uma peça única de formação de “Almirante”, navegador e cristão humano. Pedro Álvares Cabral nasceu em Belmonte, por 1467 - 1468. Filho de Fernão Cabral, alcaide-mor de Belmonte, ingressou na corte de D. João II como moço fidalgo, por volta de 1478. Casou-se com uma sobrinha de Afonso de Albuquerque e sabe-se que recebeu uma tença de D. João II por serviços prestados, cuja natureza se desconhece. Hoje está claro que Pedro Álvares Cabral deu ao sonhado Império Português a sua maior dimensão, desde as terras da América abrangidas pela linha de Tordesilhas até ao Oriente. Está claro que nem D. Manuel I nem os conselheiros, cegos pelas riquezas que Pedro Álvares Cabral foi o primeiro a trazer, perceberam que este navegador trouxera também a notícia de uma terra mais bela e cuja riqueza não precisava de ser arrancada a canhão e pólvora. Para honrar a palavra de El-Rei e a pedido deste, Cabral desistiu da capitania da sua segunda armada à Índia. El Rei agradeceu-lhe e prometeu que lhe daria o comando de outras armadas. Mas esqueceu-se do herói que homiziou sem, contudo, deixar de intitular-se “com grande cópia” senhor da navegação e conquista da Pérsia, Índia, Arábia e Etiópia - títulos que o homiziado lhe ganhou. Este homiziado tem estátua em Belmonte, em cujo castelo nasceu e onde é orgulho de todos apesar da ingratidão do Rei bajulado por qualquer cronista e cortesão. A Juventude Monárquica do Movimento Pensar Real ~ Pensar Portugal esteve esta semana em visita a Belmonte, onde cruzou os detalhes finais do Centro de Interpretação "À Descoberta do Novo Mundo" (Museu dos Descobrimentos). Um Museu que todos devemos visitar! ]
PEDRO ÁLVARES CABRAL:
SITE DO MUSEU:
FONTES & VER +EM:

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Velásquez & a Obra: Pintor de ascendência Portuguesa é palco de polémica de autoria

[ O Movimento Pensar Real ~ Pensar Portugal, destaca a notícia que o Jornal Público desevolveu sobre a Obra do Pintor Diego Velásquez, filho de um advogado nobre de ascendência Portuguesa. A notícia refere que a obra "São João Baptista no Deserto", retrato exposto no Art Institute of Chicago (ArtIC) nos Estados Unidos, é da autoria de Diego Velázquez tal como afirma o curador de pintura espanhola no Museu do Prado, Javier Portús e não de Alonso Cano, como defendem outros especialistas. Diego Rodríguez de Silva y Velázquez (Sevilha, Junho de 1599-Madrid, 6 de Agosto de 1660) foi pintor espanhol e principal artista da corte do Rei Filipe IV de Espanha. Filho de um advogado de nobre ascendência portuguesa, foi um artista tecnicamente formidável, e na opinião de muitos críticos de arte, insuperável pintor de retratos. Logo cedo sua família percebeu sua vocação e tratou de acertar os tramites com o pintor Francisco Herrera, o velho, para que Diego fosse seu aprendiz. Assim começou no mundo da arte. Seu desenvolvimento foi rápido e poucos anos depois trocou de ateliê. Seu pai conseguira que fosse aprendiz do então Francisco Pacheco. Este não era muito famoso, nem tanto habilidoso como grandes gênios da arte. Porém era grande conhecedor de toda a parte teórica da arte e isso passou muito bem ao seu aluno. O quadro, que data do século XVII, foi inicialmente exposto no ArtIC em 1957, como sendo da autoria de Velázquez. No entanto, em 1990 o Museu passou a omitir o nome do pintor, devido à polémica à volta da autoria da obra. De acordo com o artigo de Pórtus, o quadro foi também excluído dos principais catálogos da obra de Velázquez em 1960. Pelo menos mais dois quadros estiveram envoltos em polémicas semelhantes. A autoria de a "Imaculada Conceição" e do "Retrato de Filpe IV", oficialmente atribuída a Diego Velázquez, foi por várias vezes posta em causa por especialistas que consideravam Alonso Cano como autor. Ambos os pintores foram aprendizes de Francisco Pacheco e trabalharam juntos no seu estúdio em Sevilha. O Rei Filipe IV de Espanha (8 de Abril de 1605 - 17 de Setembro de 1665), o Grande, foi Rei de Espanha, entre 1621 e a sua morte, e Rei de Portugal, como Filipe III até 1 de Dezembro de 1640, data que Portugal restaurou a independência de Espanha através de um golpe organizado pela aristocracia e classe média do país, descontentes com o domínio espanhol, sendo posto no trono outra dinastia, iniciada por D.João IV: o duque de Bragança. ]

segunda-feira, 6 de abril de 2009

"Os cinco séculos da Madre Deus": Infanta e Rainha Dona Leonor de Portugal [TSF]

[ O Movimento Pensar Real ~ Pensar Portugal destaca e recomenda a audição do Programa "Encontros do Património" da antena TSF que no sábado dedicou uma visita ao Convento Madre de Deus erguido pela Sua Majestade a Rainha Dona Leonor de Portugal (2 de Maio de 1458 - 17 de Novembro de 1525). "Neste Encontros com o Património vamos convento da Madre de Deus adentro, para aí contemplarmos o edifício que a rainha D. Leonor mandou erguer, há 500 anos, na zona oriental de Lisboa. É aí que, desde 1980, está o Museu Nacional do Azulejo, onde a actual directora Maria Antónia Pinto de Matos, os historiadores Alexandre Pais, Ana Mântua, Alexandra Curvelo e o jornalista Manuel Vilas Boas debatem os cinco séculos da Madre de Deus , em meio de forte implantação conventual". O mais belo e notável dos monumentos, ou edifícios que a Rainha D. Leonor de Portugal ordenou que fossem construidos, e onde repousa, o convento da Madre de Deus, em estilo gótico manuelino, abriga hoje o Museu Nacional do Azulejo, constituindo um dos mais ricos patrimónios culturais portugueses. Nele mandou ser sepultada. Foi mandado construir em 1509, e desde então ficou sempre integrado na Casa das Rainhas. Foi ocupado por clarissas, Franciscanas Descalças da primeira regra de Santa Clara, à qual a própria Rainha, enquanto viuva, fez voto, e quis obedecer. O majestoso Convento da Madre de Deus foi sujeito a magníficas intervenções arquitectónicas e a luxuosa decoração ao longo dos séculos, tendo possuído um excepcional património em ourivesaria e obras de arte. Do tempo da sua fundação restam sobretudo no interior o piso térreo, notável pelo seu Claustrim, e a chamada Capela de D. Leonor. E, sobrevivente ao terremoto de 1755, no exterior existe ainda a fachada, ornamentada com belos portais e janelas em puro estilo manuelino, que dantes davam directamente para as areias da praia de Xabregas, sobre o Tejo.]
ON-LINE TSF:

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Património Histórico: Achado um Cristo esgrafitado em Castelo de Vide [Alentejo]

[ Segundo o Jornal Correio da Manhã "um Cristo esgrafitado foi descoberto no altar-mor da igreja do Convento de São Francisco, em Castelo de Vide, no Alentejo". O achado histórico, já considerado de grande importância patrimonial, foi revelado recentemente nas obras de recuperação, conservação e restauro do edifício. A imagem, em alto relevo, esculpida em pedra e de pequenas dimensões com menos de um metro, encontrava-se escondida por detrás de uma tela no templo. Os primeiros estudos apontam para que a imagem seja contemporânea da construção original daquela capela da vila do norte alentejano, datada entre os séculos XV e XVI. Fundado em 1585, a expensas de Gaspar de Mattos e sua mulher, Beatriz de Mattos, o Convento de Nossa Senhora da Conceição, de frades Recoletos da Ordem de São Francisco, foi a primeira instituição religiosa deste âmbito activa em Castelo de Vide (VIDEIRA, 1908, p. 137). As obras da igreja e dependências conventuais prolongaram-se durante cerca de quatro anos, durante os quais foi necessária a licença de construção do então Rei Filipe I, e o acordo do Bispo de Portalegre, que parece ter colocado alguns entraves ao bom andamento dos trabalhos (TRINDADE, 1979, p. 96). A história desta fundação encontra-se bem documentada no Livro de Tombo, através do qual sabemos que, em 1589, os frades já habitavam o convento. No entanto, em 1590, a instituição surge com a designação de Convento de Nossa Senhora da Conceição, a quem teria sido dedicado. Por sua vez, a administração do mesmo foi concedida ao povo, à Câmara e vereadores, pertencendo o senhorio à Santa Sé (TRINDADE, 1979, p. 96). O Movimento Pensar Real ~ Pensar Portugal relembra que foi El-Rei D. Dinis que ordenou, como em outros lugares da fronteira, a reconstrução de seu castelo que foi finalizado por Afonso IV no ano 1327. Mais tarde, depois da morte na Batalha de Alcácer-Quibir do Rei de Portugal, D. Sebastião e da impossibilidade do Cardeal-Rei D. Henrique gerar herdeiros, D. Catarina, Infanta de Portugal, Duquesa de Bragança, torna-se numa das candidatas ao trono de Portugal, em virtude de ser neta por varonia do Rei D. Manuel I. Os outros candidatos eram D. António, Prior do Crato e Filipe II de Espanha, acabando por ser este último a obter o trono por via militar, invadindo Portugal. No entanto, com base nas legitimidade das pretensões da Infanta D. Catarina, o seu neto D. João II, Duque de Bragança tornar-se-á Rei de Portugal, em 1640 como D. João IV. ]
FONTES & VER+EM:
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=E5332F24-9381-4C87-AEB8-6738248F7641&channelid=00000013-0000-0000-0000-000000000013
http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=6165300
CATARINA, INFANTA DE PORTUGAL, DUQUESA DE BRAGANÇA:
http://pt.wikipedia.org/wiki/D._Catarina,_Duquesa_de_Bragan%C3%A7a
HISTÒRIA DO CASTELO DE CASTELO DE VIDE:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Castelo_de_Vide

sábado, 31 de janeiro de 2009

Imprensa:"O Regresso do Rei" na Actualidade da Política Nacional [ D. Carlos 100 Anos]

[ O Movimento Pensar Real ~ Pensar Portugal na resanha de imprensa da semana, destaca o artigo publicado no Jornal Expresso, sobre "A Sessão de encerramento do Centenário da Morte do Rei D. Carlos I", que se realizou na Universidade Católica em Lisboa, no dia 27 de Janeiro. "Durante largas décadas, a historiografia nacional tratou o rei D. Carlos como um "pobre diabo" que acabou assassinado no Terreiro do Paço devido à sua política desastrosa. Da sua vida ficavam para a posteridade algum talento para a pintura, os trabalhos de oceanografia e a sua fama como caçador e bon vivant. Só a partir de finais do século XX os historiadores começaram a olhar doutra forma o penúltimo monarca português. É o caso dos trabalhos de Rui Ramos e José Miguel Sardica, entre outros. Durante o ano de 2008, por ocasião do primeiro centenário da morte de D. Carlos, vários livros foram publicados sobre o regicídio. Um pouco por todo o país multiplicaram-se as evocações do malogrado monarca. Também a Universidade Católica, onde são docentes os historiadores acima referidos, quis fazer a evocação do soberano, tendo efectuado, em Janeiro de 2008, uma primeira conferência. Um ano depois, fechou um ciclo de reflexão sobre a vida e obra do monarca com a organização de um colóquio cientifico, que se realizou terça-feira dia 27 de Janeiro, sob o tema "O Rei D. Carlos e a Monarquia Constitucional". Estiveram em foco os vários aspectos do reinado de D. Carlos, bem como alguns dos seus antecedentes familiares, desde D. Pedro IV. Foram avaliados, tanto o papel dos reis constitucionais, como o próprio modelo constitucional monárquico português. Relativamente aos antecessores de D. Carlos ficou-se a saber a que ponto a sua avó, a rainha D. Maria II, herdara um país devastado pela guerra em que a "monarquia tinha deixado de ser uma religião", como realçou Fátima Bonifácio. A braços com um país mergulhado num revolucionarismo endémico, a soberana, que apostara em Costa Cabral como primeiro-ministro, terá tido, até à altura da sua morte, grande dificuldade em aceitar a Regeneração que ditara o fim do cabralismo. Por seu lado, Filomena Mónica, explicou como os dois filhos de D. Maria II, que lhe sucederam, D. Pedro V e D. Luís, não poderiam ter sido mais diferentes, quer como homens, quer como reis. De D. Pedro V, esta socióloga deixou-nos o retrato de um rei atormentado pelo atraso do país. E que teria trocado de boa vontade o seu lugar de soberano pelo de presidente do conselho, de forma a poder levar avante as suas ideias governativas, inspiradas no modelo inglês. De D. Luís, que sobe ao trono após a morte prematura do irmão, dirá que foi um rei gestor. Mais bonacheirão e sem as exigências perfeccionistas do irmão, conseguirá garantir vinte anos de paz ao país, o que, só por isso, o torna num bom rei constitucional. Rui Ramos explicou como D. Carlos tentou seguir o exemplo do pai. Sublinhou que este monarca que afirmava "ser rei liberal, por tradição e por família" teve sempre a preocupação de defender os grandes partidos do regime, o Regenerador e o Progressista e de os tentar reconstituir, mesmo após o desaparecimento dos seus chefes carismáticos. Na sua intervenção José Miguel Sardica falou do papel da imprensa na destruição da imagem do rei, ridicularizado pela sua figura rotunda e apelidado entre muitas outras coisas de "inútil, irresponsável, mulherengo, devasso, lacaio de Inglaterra, ladrão..." A imagem de D. Carlos foi completamente desrespeitada pelos jornais da oposição e, sobretudo, pelas caricaturas de Leal da Câmara e Celso Hermínio. Para além destas intervenções, outras houve, nomeadamente a de António Matos Ferreira sobre a questão religiosa no final da monarquia, a faceta artística de D. Carlos, explorada por Nuno Saldanha e a importância de D. Carlos como diplomata apresentada por Fernando Costa e Pedro Leite de Faria. Em paralelo, a Biblioteca da Universidade Católica organizou uma pequena exposição sobre a figura de D. Carlos com espólio próprio, esculturas de Luís Valadares e algumas peças pertencentes à família de Feliciano José dos Reis, almoxarife da Tapada da Ajuda, na época de D. Carlos. Por último e com a presença de D. Duarte e D. Isabel de Bragança, procedeu-se à cerimónia de encerramento do centenário da morte do rei, organizada pela Comissão D. Carlos - 100 anos sob o alto patrocínio da Fundação D. Manuel II. Durante esta cerimónia foi conferencista o antigo Presidente do Parlamento Europeu, José Maria Gil-Robles que falou das monarquias constitucionais na Europa de hoje."]

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Basílica Real de Nossa Senhora da Conceição : Castro Verde ~ Alentejo [ História ]

[ Após a Reconquista, Castro Verde foi confiada à Ordem de Santiago, que estabeleceu aqui uma opulenta comenda. A primitiva igreja matriz, de fábrica gótica, situada numa colina suave que domina a peneplanície envolvente, constituiu um dos pólos aglutinadores da vila. Teve ao seu serviço uma colegiada, encabeçada por um prior com as funções de pároco. Em 1573, o Rei D. Sebastião mandou reconstruir esse edifício, em lembrança de um facto decisivo para que Portugal se tornasse uma nação independente: a batalha de Ourique, travada perto de Castro Verde em 1139. O templo actual, que ocupa sensivelmente o mesmo local dos anteriores, ficou a dever-se à iniciativa do Rei D. João V, também ele sensível ao significado patriótico e escatológico do milagre de Ourique. A sua traça corresponde a um modelo derivado da arquitectura chã da época da Restauração e que João Antunes aplicou na concepção de vários imóveis para os freires espatários, como a igreja de Santiago, de Alcácer do Sal, ou, numa versão reduzida, a igreja matriz de Sines. Monumental, embora com volumes despojados, esta tipologia valorizou a planta longitudinal composta, formada por uma nave rectangular em que se inscrevem duas torres sineiras quadradas e a capela-mor, mais estreita, ladeada por dependências. Na frontaria, com três corpos delimitados por pilastras e empena rectilínea, destaca-se o portal, encimado por um frontão curvo quebrado, com a insignia da Ordem. Se a estrutura arquitectónica é tributária da tradição seiscentista, a decoração interior corresponde já à teatralidade do Barroco Pleno, oferecendo uma notável visão integradora das artes da época joanina. A nave é coberta por uma falsa abóbada guarnecida com sumptuosa teoria de grotescosque apresenta no centro a Aparição de Cristo a D. Afonso Henriques. Este conjunto deve-se ao pintor bejense José Pereira Gavião, que também se terá ocupado do revestimento mural de outros sectores. As paredes encontram-se revestidas de painéis azulejares, com destaque para os alusivos à vida do nosso primeiro rei e ao milagre de Ourique, enquadrados por composições características das oficinas lisboetas de ca.1730. O recurso aos artistas da capital revela-se igualmente na talha dos retábulos dos altares e dos púlpitos. Merecem ainda um olbar atento as pinturas murais, de sentido emblemático. O interesse de D. João V pela matriz de Castro Verde levou a conseguir para ela, em Roma, a dignidade de Basílica, depois completada pelo título de Real, Mas o soberano empenhou-se também em dotá-la com um importante conjunto de alfaias, entre as quais a custódia de aparato, realizada em Lisboa, ao redor de 1715. O Tesouro instalado na antiga sacristia em 2003 dá a conhecer este acervo, além de outras obras-primas de igrejas do concelho. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, conhecida localmente como Basílica Real, foi mandada construir pelo rei D. João V (1706-1750) sobre um antigo templo existente no local. É actualmente a igreja matriz de Castro Verde. Pensar Real~Pensar Portugal, recomenda a visita, pois o interior, de uma só nave, está totalmente revestido a painéis de azulejo historiados sobre a Batalha de Ourique. ]
REI D. JOÃO V DE PORTUGAL:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_V_de_Portugal
BASILICA REAL DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO:
Morada / Praça do Município 7780-217 Castro Verde
Telefone / +351 286 328 550
E-mail /
dphadb@iol.pt
FONTES & VER+EM:
http://www.agencia.ecclesia.pt/ecclesiaout/snpcultura/vol_devocao_mediterranica_Virgem.html

sábado, 10 de janeiro de 2009

Paço Ducal de Vila Viçosa: A magnífica Obra da Sereníssima Casa de Bragança

[ O Paço Ducal de Vila Viçosa, situado no Terreiro do Paço da vila alentejana do distrito de Évora, foi durante séculos a sede da sereníssima Casa de Bragança: Família nobre Portuguesa, fundada no século XV, que se tornou na Casa Reinante em Portugal, quando em 1 de Dezembro de 1640 o 8º Duque de Bragança foi aclamado Rei de Portugal (D.João IV). Vila Viçosa tornou-se sede do importante ducado de Bragança quando D.Fernando (1403-1461) sucedeu a seu pai, tornando-se o 2ºDuque de Bragança, em 1461. Foi o 4º Duque, D.Jaime, que mandou construir um palácio novo, no sítio chamado do Reguengo, ao que é hoje: o magnífico Palácio Ducal de Vila Viçosa. As obras, comandadas por D. Jaime, iniciaram-se em 1501, sendo dessa época o claustro e a zona da capela, bem como as actuais salas da Armaria. O Palácio recebe novas alterações através do 5º Duque, D.Teodósio I, nomeado Condestável do Reino, em 1535, que aproveitando a necessidade de ampliar o Palácio para as faustosas festas do matrimónio real, manda construir a imponente fachada do Palácio, revestida a mármore, ao gosto italiano, tal como hoje se pode admirar. O Palácio conheceu ainda várias obras e melhoramentos até 1640, data em que o Duque de Bragança foi feito Rei, levando grande parte do seu notável recheio para o Palácio da Ribeira, em Lisboa. Doravante, o Palácio seria apenas uma residência de caça e recreio para a família dos seus proprietários, agora senhores do trono de Portugal. D.João IV manteve porém a independência da Casa de Bragança relativamente à Coroa, destinando-a para morgadio do herdeiro do trono. No século XVIII, D.João V fez ainda alguns melhoramentos (capela, cozinha e pavilhão dos quartos novos), na sequência das suas visitas a Vila Viçosa, nomeadamente para a chamada troca das princesas (casamento do príncipe D.José com uma Infanta de Espanha e do Príncipe das Astúrias com a Infanta D.Maria Bárbara), ocorrida na fronteira do Caia, em 1729. Também D.Maria I fez ainda alguns melhoramentos, acrescentando o corpo das Salas de Jantar e dos Vidros. Finalmente, no final do século XIX, o velho Paço seria ainda objecto de algumas obras, fruto da predilecção que os Reis D.Carlos e D.Amélia tinham por ele. D.Carlos apreciava muito o Palácio calipolense, aqui passando largas temporadas, quando promovia com os seus amigos (raramente trouxe convidados oficiais a Vila Viçosa) grandes caçadas na extensa Tapada Ducal. Com efeito, foi neste Palácio que o Rei D.Carlos dormiu a sua última noite antes de ser assassinado, em 1 de Fevereiro de 1908 (conservando-se intactos desde então os seus aposentos). No último reinado, o paço de Vila Viçosa acolheu ainda a visita do Rei Afonso XIII de Espanha a D.Manuel II, em Fevereiro de 1909. ]
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Patriarcado de Lisboa Promove: Concerto de Ano Novo na Sé de Lisboa [10 Jan.]

[ O Patriarcado de Lisboa, em parceria com a editora Altus, especializada em música antiga religiosa, promove o Concerto de Ano Novo, no dia 10 de Janeiro, às 21h30, na Sé Patriarcal de Lisboa. A primeira audição moderna do moteto "In dedicatione templi", de Francisco António de Almeida, preenche parte do programa do concerto de Ano Novo do Patriarcado, a realizar sábado na Sé de Lisboa. Além do moteto deste compositor português que viveu durante o reinado de D. João V serão ouvidas peças de Johann Sebastian Bach. O organista João Vaz disse ter escolhido Bach, por o concerto se realizar na Sé e o órgão do templo "corresponder melhor" à música do compositor germânico. Os concertos de Ano Novo realizam-se desde há cinco anos na igreja de S. Vicente de Fora, mas obras em curso nesta obrigaram a transferir o deste ano para a Sé, o que acontece pela primeira vez. Além de João Vaz participa no concerto a Capella Patriarchal, por si dirigida, e que é constituída por Mónica Santos e Susana Duarte (sopranos, Carolina Figueiredo (contralto), João Rodrigues (tenor), Manuel Rebelo e Sérgio Silva (baixos) e a instrumentista Marta Vicente (contrabaixo). João Vaz tocará de Bach: "Prelúdio e fuga em Ré maior", (BWV 532), os prelúdios de coral "Meine Seele erhebt den Herren" (BWV 648), "Nun komm, der Heiden Heiland" (BWV 659), e "Das alte Jahr vergangen ist" (BWV 614), e ainda "Pastoral" (BWV 590) e a fuga "Sopra il Magnificat" (BWV 733). Do compositor português Francisco António de Almeida, "que foi um dos que estudaram em Itália a mando de D. João V, no âmbito de uma política de italianização da música nacional", serão tocados: os motetos "O quam suavis est Domine", e "Justus ut palma". Além destas peças, de Francisco António Almeida será igualmente interpretado "Siquaeris miracula". Depois de ter estudado em Roma (1720/1726), onde estreou, entre outras, a oratória "La Giuditta", Francisco António Almeida apresentou nos Paços da Ribeira, em Lisboa, no Carnaval de 1733, a ópera "La Pazienza di Sócrate", tendo sido a primeira ópera em estilo italiano cantada em Portugal. Compôs inúmeras obras de carácter religioso, algumas das quais se perderam no terramoto de 1755, data em que morreu. Algumas dessas obras, explicou João Vaz, Francisco António de Almeida compô-las especificamente para o espaço da Sé. Assistirá ao concerto o cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo. Pensar Real Pensar Portugal, deixa aqui a todos interessados, este excelente programa cultural que a Sé de Lisboa apresenta amanhã, sábado. ]
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Castelo de Abrantes: Do Rei D. Afonso Henriques ao Séc XXI-Itinerário Histórico

[ O Castelo de Abrantes, também denominado Fortaleza de Abrantes, localiza-se no concelho de Abrantes, distrito de Santarém, em Portugal. À época da Reconquista cristã da península Ibérica, em 1118 ou 1148, a povoação foi conquistada aos mouros pelas forças de D. Afonso Henriques (1112-1185), que lhe determinou a reconstrução das defesas. As necessidades de defesa da chamada Linha do Tejo, valorizaram-lhe o sítio, num período em que os Templários dotavam o médio curso do rio de uma impressionante linha defensiva, na qual se inscreveu. Resistiu, desse modo, ao assédio das forças Almóadas sob o comando de Abem Jacob, as quais tiveram que se retirar sofrendo pesadas baixas. Em recompensa por esse feito heróico, recebeu do soberano a sua Carta de Foral (1179). Sob o reinado de D. Sancho I (1185-1211), um novo cerco Almoáda sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, repetiu-se em 1191, época em que foram perdidas todas as conquistas cristãs nos territórios ao sul do rio Tejo, à excepção da cidade de Évora. Posteriormente, D. Afonso III (1248-1279) conferiu-lhe importantes melhoramentos na defesa, iniciados em 1250 e concluídos entre 1300 e 1303, já no reinado de D. Dinis (1279-1325), com destaque para a torre de Menagem e a ampliação das muralhas. Este monarca doou a vila a sua esposa, D. Isabel de Aragão, passando, a partir de então, a integrar o Património das Rainhas de Portugal. À época da crise de 1383-1385 alinhou-se ao lado das forças do Mestre de Avis, rezando a tradição que foi neste castelo que se tomou a decisão de dar combate às tropas de Castela em Aljubarrota. Sob o reinado de D. Manuel (1495-1521), a povoação recebeu o Foral Novo (1510). Na segunda metade do século XVI, o Castelo de Abrantes entrou em decadência, particularmente durante a Dinastia Filipina. No contexto da guerra da Restauração da Independência portuguesa, no último quartel do século XVII, D. Pedro II (1667-1706) determinou a sua reedificação, transformando a povoação e seu castelo medieval em uma moderna praça-forte abaluartada (Praça-forte de Abrantes), ao estilo Vauban. Para esse fim as muralhas medievais foram rebaixadas e reforçadas, tendo-lhes sido adossados dois meio-baluartes (1704). À época era reputada como "a chave da Província da Estremadura". No século XVIII, as instalações do castelo foram adaptadas para o uso como quartel, passando a aquartelar um regimento da Cavalaria Real. Posteriormente, entre 1792 e 1799, essas instalações foram ampliadas e ocupadas pela legião comandada pelo marquês de Alorna. No início do século XIX, quando da Guerra Peninsular, a vila suportou, em duas ocasiões, a passagem das tropas napoleônicas. No século XX o conjunto foi classificado como Imóvel de Interesse Público.]
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sábado, 20 de dezembro de 2008

Museu do Douro e o Barão de Forrester: Título concedido por D. Fernando II [Inauguração]

[ O primeiro-ministro, José Sócrates, inaugura hoje a sede do Museu do Douro (MD), no Peso da Régua, acompanhado por o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. A festa do MD começa às 15:30 com a inauguração de duas exposições: "Barão de Forrester, Razão e Sentimento: Uma história do Douro" e do pintor Tito Roboredo. O escocês Joseph James Forrester foi um percursor no desenvolvimento de estudos científicos sobre viticultura, fotografia cartografia, tendo sido o autor do primeiro mapa sobre a Região Demarcada do Douro. A exposição revela obras, algumas das quais expostas pela primeira vez, que integram acervos nacionais e estrangeiros, particulares e públicos, e aborda momentos significativos da vida do empresário na comunidade britânica no Porto, bem como a sua participação na vida social e política portuguesa do século XIX. A sede do MD foi instalada no antigo edifício da Real Companhia Velha, adquirido pelo Ministério da Cultura em Junho de 2004, através da Direcção-Geral do Património, por 1,7 milhão de euros. O Barão de Forrester, de nome Joseph James Forrester, nasceu em Hull, na Escócia, a 21 de Maio de 1809. Veio a falecer, vítima de um acidente de barco, no Cachão da Valeira em Maio de 1861. Veio para Portugal em 1830. Tornou-se num homem distinto, de grande cultura, deixando-nos uma extensa obre bibliográfica. Também foi poeta, desenhista e aguarelista. Além dos inúmeros mapas da região demarcada, foi ele o autor do importante mapa «O Douro Português», traçando o curso deste rio desde a fronteira espanhola até à foz. Este excepcional trabalho fez com que o Rei D. Fernando II, em 1855, na condição de regente durante a menoridade de D. Pedro V , lhe atribuisse o título de Barão, honraria pela 1ª vez atribuida a um estrangeiro. Pintou várias aguarelas, e foi autor de O Douro Português e País Adjacente (1848) e de Prize Essay on Portugal and its Capabilities (1859), pela qual recebeu uma medalha de ouro. D. Fernando II foi regente do reino por quatro vezes, durante as gravidezes de D. Maria II, depois da sua morte em 1853 e quando seu segundo filho, o Rei D. Luís I, e a Rainha D. Maria Pia de Sabóia se ausentaram de Portugal para assistirem à Exposição de Paris em 1867. D. Fernando II ficou conhecido na História de Portugal como "O Rei-Artista". ]
FONTES & VER+EM:
http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=378800&visual=26&tema=5
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_II_de_Portugal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bar%C3%A3o_de_Forrester