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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Suprema Corte da Rússia: Reabilitação do último Czar Nicolau II e da Família Real.

[ "A Suprema Corte da Rússia decidiu ontem a favor da plena reabilitação do último czar russo, Nicolau II, e de sua família, reconhecendo oficialmente os Romanovs como vítimas de "repressão infundada" 90 anos após sua execução. A decisão é o mais recente passo na reinterpretação pós-soviética da história da Rússia, que tem assistido a uma nova aceitação de uma Monarquia que já foi recriminada por brutalidade e atraso, acompanhada tanto por nostalgia como por reconsiderações condenatórias de sete décadas de regime soviético. Os historiadores soviéticos construíram relatos que enfatizavam a culpa de Nicolau II, ou "Nicolau Sanguinário", por fomes, guerras e colapso social. Mas com o fortalecimento do nacionalismo russo após a queda da União Soviética, o Czar tem sido descrito cada vez mais como um visionário contrariado e um farol da fé ortodoxa russa. A igreja, que canonizou os Romanovs como mártires em 2000 e também foi perseguida na era soviética, saudou a decisão do tribunal. Em sua decisão de ontem, o tribunal reverteu um veredicto de novembro quando decidiu que os Romanovs não estavam qualificados à reabilitação porque sua execução foi um ato criminoso, e não de repressão política. Em julho de 1918, por ordem de Lenin, o Czar, sua mulher, Alecsandra, e seus filhos, Olga, Tatiana, Maria, Anastásia e o herdeiro do trono de 13 anos, Alexei, foram executados a tiros no porão de uma casa em Yekaterinburgo, centro da Rússia. Vários membros da criadagem da família também foram mortos. A matança pelo nascente governo bolchevista pretendia consolidar seu controle do poder em meio à intensificação da guerra civil. Os corpos dos Romanovs provavelmente foram mergulhados em ácido para ocultar suas identidades antes de ser enterrados. Os restos de Nicolau, Alecsandra e de três dos cinco filhos foram descobertos em 1991 nos últimos dias da União Soviética e enterrados em 1998 em São Petersburgo. Os restos dos dois outros filhos continuaram desaparecidos até agosto de 2007, quando um arqueólogo em Yekaterinburgo desenterrou fragmentos de ossos de um local perto da região onde os outros Romanovs haviam sido enterrados. As autoridades anunciaram no começo deste ano que testes de DNA haviam confirmado que os restos pertenciam a Alexei e Maria."Essa decisão mostra o primado da lei e a vitória da Justiça sobre o mal e a tirania", disse German Lukyanov, o advogado da Grã-Duquesa Maria Vladimirovna, uma descendente dos Romanovs que três anos atrás iniciou a ação judicial pedindo a reabilitação de sua família. Ainda não está claro por que o governo russo demorou tanto tempo para reabilitar o czar. Alguns sugeriram que os atuais líderes da Rússia temiam que os descendentes dos Romanovs tentassem reclamar as propriedades confiscadas pelos bolchevistas, enquanto outros especulam que o motivo seriam as recentes mudanças na liderança do país." by Michael Schwirtz, in The New York Times.]
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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Relações Culturais Luso-Russas: Séc XVIII

[ Durante o reinado de Pedro I (1672-1725), quando a Russia se abriu à Europa, foi recrutado para o seu serviço o Português António Manuel Luís Vieira (1680 ?-1745), um minhoto que se encontrava na Inglaterra. Na Rússia, Vieira assumiu os mais altos cargos do Estado: Foi presidente da Câmara de S. Petersburgo e superintendente da polícia desta cidade, cuja construção(1703) esteve a seu cargo. Pedro I nomeou-o seu Ordenança, Ajudante General, Capitão da sua Guarda Pessoal, Brigadeiro e Presidente da Suprema Chancelaria de Polícia de toda a Rússia. Atribuiu-lhe a Ordem de Alexandre Nevski, título de Senador e a dignidade Conde. Após a morte de Pedro I (1725), Vieira é mandado para a Sibéria, onde funda a cidade de Okhostsk (1739), o novo porto que iria surgir no Pacífico, na Sibéria Oriental. Cria um estaleiro, uma escola de instrução e inicia a construção da frota russa siberiana. Os seus restos mortais encontram-se no Mosteiro de Alexandre Nevsky (Cfr.História,20,1980). Outros Portugueses que acompanharam Pedro I, foi um bobo chamado João da Costa que apenas se sabe que era muito culto. Na corte imperial o médico Português Ribeiro Sanches, que muito contribuiu e influênciou a formação dos seus colegas russos, deixou as melhores recordações na Rússia principalmente graças à sua actividade no campo da medicina. Quando já exercia as funções de médico da Corte de São Petersburgo, salvou da morte a noiva do Príncipe Pedro e futura imperatriz da Rússia, Catarina II, a Grande. Em São Petersburgo, Luísa Todi, que se estreou em 1771 na Corte Portuguesa de D. Maria I, a grande cantora lírica Portuguesa deslumbrou a Corte de Catarina II da Rússia, em São Petersburgo (1784 a 1788), que a presenteou com jóias fabulosas. Em agradecimento o casal Todi escreveu para a Imperatriz a opera «Pollinia». Como cantora lírica, Luísa Todi, obteve a dimensão internacional que a levariam a todas as Cortes da Europa. No âmbito das relaçőes culturais que se desenvolveram entre a Rússia e Portugal no século XVIII, săo de realçar para além das visitas e concertos, os contactos entre a Academia Imperial das Cięncias de Săo Petersburgo e a Academia Real da História Portuguesa, nos anos de 1735 a 1741 ]
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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Nicolau II: 1º Lugar na História da Rússia.

[À frente de Estaline e Lenine, numa sondagem realizada pela Televisão Estatal Russa Rossiya, o Czar Nicolau II, foi selecionado pelo Povo como: O Maior Russo da História. Foi em Ekaterinburgo, a cidade dos Urais onde os bolcheviques - no poder desde a Revolução de 1917- assasinaram o Czar e a Família Imperial. Nas Comemorações dos 90 anos da morte do Czar e da Família Imperial, foi celebrada uma missa nocturna, onde os peregrinos reunidos em Ekaterinburgo, tinham ainda a intenção de percorrer 18 quilómetros a pé até à mina onde os Romanov foram mortos. Os sentimentos dos russos em relação a Nicolau II evoluíram bastante desde o desmantelamento da União Soviética em 1991. Sobre o último Czar da Rússia pode-se ler na Wikipédia o seguinte:
"Nicolau II Romanov, (russo Николáй Алексáндрович Ромáнов, Nikolaj Aleksandrovitch Romanov) nasceu no Palácio de Catarina, próximo a São Petersburgo, em 18 de maio (6 de maio no calendário juliano) de 1868. Filho de Alexandre III, foi o último czar da Rússia. Governou desde a morte do pai, em 1 de Novembro de 1894, até à sua abdicação em 15 de Março de 1917, tendo sido morto com toda a família imperial russa na cidade de Ecaterimburgo, em 1918, durante a Revolução Russa.Com a tomada do poder pelo partido bolchevique de Lenin, a família foi enviada a Ecaterimburgo (no oblast de Sverdlovsk), nos montes Urais. A aproximação das forças brancas (monárquicas, contra-revolucionárias) induziu os novos governantes a apressarem o assassinato do tsar e de sua família no período da guerra civil (1918). O tsar, a tsarina, o tsarevitch e as quatro grã-duquesas, além do médico da família e três criados foram assassinados no porão da casa Ipatiev, na madrugada de 16 para 17 de julho de 1918, em Ecaterimburgo por um pelotão bolchevique liderado por Jacob Iurovski e Jakov Sverdlov. Nicolau e a esposa foram mortos a tiros, já suas filhas foram mortas a baionetadas. Em 1992, os restos mortais dos membros da família, que haviam sido jogados num poço, foram descobertos por arqueólogos russos e, em 1998, sepultados na catedral de São Pedro e São Paulo, em São Petersburgo. "
Certamente a reabilitação da Monarquia e da Família Real Russa far-se-á em breve.
A frase "O Czar de Todas as Rússias", ainda tem um grande peso Histórico, é o que se pode ler, através da recente sondagem realizada pelos Media russos, em que o Povo destacou o Czar Nicolau II, como a Figura mais Popular e Importante de toda a História da Rússia. Perante a popularidade destacada, os actuais sentimentos do Povo Russo, e sobre as Comemorações dos 90 Anos da Morte do Czar Nicolau II e da Família Real da Rússia, o Presidente Dmitri Medvedev não comentou com nenhuma agência de informação os actuais factos.]
FONTES VER EM: