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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Centenário da Morte da Rainha Maria Pia (1847-1911) assinalado numa exposição a ocorrer no Palácio da Ajuda em 2011?




[ No ano do centenário da República, Isabel Silveira Godinho afirmou que a República “vilipendiou e disse muito mal da Família Real, como lhe competia, mas portou-se muito bem ao devolver todos os bens de carácter pessoal”. “A República portou-se muito bem ao devolver os livros, as jóias pessoais, as pratas, os móveis, os tapetes, os fatos, à sua custa, e é uma história que este palácio vai ter de contar um dia”, disse a responsável. Após a proclamação da República, o Paço da Ajuda, residência da Rainha Pia que, depois de enviuvar, “passou apenas a ocupar o piso térreo”, foi selado. “Uma comissão que integrava um representante da soberana fez um exaustivo inventário, desde pentes e móveis às pratas e jóias”, disse. Trata-se de uma listagem curiosa em que a cada sala corresponde uma letra do alfabeto “e quando se esgotou o alfabeto, repetiram-se as letras, sendo cada uma acompanhada de sinais diacríticos, A’; A’’ e por aí fora”, explicou. Dentro de cada sala “cada objecto foi numerado e referenciado” e ainda hoje serve “como um thesaurus”, rematou. No próximo ano cumpre-se o centenário da morte da Rainha Maria Pia (1847-1911), e o PNA prepara várias iniciativas com base em várias linhas de investigação. A responsável afirmou que “o palácio deve muito ao empenho da Rainha que era uma mulher fora da sua época”. As críticas republicanas aos gastos da mulher de D. Luís e mãe de D. Carlos, permitem que hoje o Palácio possua “riquíssimas colecções não só na qualidade e género como na quantidade”. A responsável projecta “fazer um dia” uma exposição em que se mostra as quantidades existentes de objectos de quotidiano que há no PNA. “A riqueza de uma casa afere-se também pela quantidade e é extraordinária. Não há dezenas de marcadores vermeil, há mais de uma centena, por exemplo”, disse. Referindo-se à Rainha, Isabel Silveira Godinho que dirige o PNA há 30 anos, afirmou que esta “sabia o que comprava, e a ela se deve muito da riqueza das actuais colecções”. A responsável afirmou que o assassinato do filho e do neto (D. Carlos e D. Luís Filipe) abalou muito Maria Pia. Referindo-se à citada demência da Rainha que o dramaturgo António Patrício na peça “O Fim” ilustra com a régia personagem a regar as flores do tapete do quarto, a directora do PNA argumentou: “julgo que não, mas é claro todos temos uns dias mais negros que outros”. “É natural que tivesse um desgosto grande. Ninguém pode ficar impávida e serena perante uma desgraça colossal como aquela foi [o assassinato do filho e do neto em Fevereiro de 1908]”, disse. “E a barbaridade como aquilo aconteceu – continuou - ninguém fica na mesma. A Rainha sofreu, tanto que ela que era uma personagem que sempre gostou de estar em público e de aparecer, e tinha uma pose real, nem precisava de usar jóias, nasceu de facto para ser Rainha, desistiu de estar em cena”. (ES). ]

Rainha Maria Pia: Directora do Palácio da Ajuda quer transladar o corpo da Rainha Maria Pia para Portugal

[ A diretora do Palácio Nacional da Ajuda, Isabel Silveira Godinho, quer que o corpo da Rainha Maria Pia venha para Portugal “e seja sepultado junto da sua família, o marido e os filhos”, afirmou em entrevista à Lusa. “Maria Pia é a única Rainha que está sepultada no estrangeiro. Ela era uma grande patriota, uma grande portuguesa por isso é que a quero trazer para Portugal”, disse a responsável que já em 2005 encetou contactos para a trasladação. A Rainha Maria Pia, falecida 05 de julho de 1911 em Stupinigi (arredores da cidade italiana de Turim), encontra-se sepultada no panteão dos Sabóia na Basílica de Superga, em Itália.IN LUSA Dezembro 2010. A directora do Museu do Palácio da Ajuda, em Dezembro de 2005, torna público pela primeira vez que pretendia reunir todos os meios para que os "Restos mortais da Rainha Maria Pia sejam trasladados para Portugal". "Filha do primeiro rei da Itália unificada, Victor Emanuel, e mãe de D. Carlos, o penúltimo monarca português, Maria Pia morreu em Itália em 1911, com 64 anos. Os seus restos mortais encontram-se no panteão da família de Sabóia na Basílica de Superga (arredores de Turim) e quando vierem para Portugal serão depositados no Panteão Real, na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, adiantou a mesma fonte. Maria Pia de Sabóia veio para Portugal aos 14 anos, em 1862, para casar com o Rei D. Luís. "A princesa trouxe grande modernidade à corte portuguesa, fez-se respeitar e a sua personalidade nada condiz com a má fama que lhe deram os republicanos. Quanto mais se estuda a rainha, mais a sua personalidade e acção nos surpreende", afirma Isabel Godinho. A rainha desenvolveu também "vasta actividade de solidariedade social, nomeadamente na protecção da infância". Depois da morte de D. Luís, em 1889, "a rainha recolheu-se mais, tendo sentido profundamente" o assassinato do filho, D. Carlos, e do neto, D. Luís Filipe, em 1908. Após a proclamação da República, em 1910, exilou-se junto da sua família em Itália, não acompanhando o neto, D. Manuel II, que foi viver para Inglaterra. Maria Pia assumiu a regência do Reino por duas vezes, em 1902 e em 1904, por ausência do país do Rei D. Carlos e sua mulher. A trasladação dos seus restos mortais será assinalada com a publicação de uma biografia." ]
FONTES & VER-EM:
http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5j3_YE1tAqyR_o3wfTh7m5YdYV9qQ?docId=11902244

http://tv1.rtp.pt/noticias/?article=22672&visual=3&layout=10

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Natal no Museu da Arte Antiga: Exposição Esculturas de Género | Presépios e Naturalismo em Portugal

[ O Museu de Arte Antiga em Lisboa, inaugura hoje pelas 18h30, na sala do Tecto Pintado, a exposição "Esculturas do Género-Presépios e Naturalismo em Portugal: Uma nova perspectiva sobre os presépios em barro cozido feitos em Portugal. A miniaturização da paisagem e das cenas de género ajudam-nos a entender a sociedade do fim do século XVIII, no nosso país. Em paralelo, apresenta-se ainda uma visão cronológica da produção dos presépios dos séculos XVII a XIX. A exposição estará patente até dia 27 de Fevereiro de 2011. A entrada é livre!]
MUSEU DA ARTE ANTIGA 10 Dez 2010 - 27 Fev 2011
Sala do Tecto Pintado Piso 1
PROGRAMA:

18h30 - Inauguração da Exposição Esculturas de Género. Presépio e Naturalismo em Portugal (Átrio principal e Sala do Tecto Pintado)

19h15 - Concerto de Natal pela Orquestra Geração (Átrio das Janelas Verdes) Quinteto de Metais, Orquestra Miguel Torga e Orquestra da Ajuda (em primeira apresentação pública em Lisboa)

19h40 - Bolo-Rei no Jardim

20h00 - Restaurante do Museu com ementa natalícia


21h30/23h30 - Visitas simultâneas às exposições temporárias:
Primitivos Portugueses. O Século de Nuno Gonçalves - 21h30, 22h00, 22h30
[Piso 3: introdução à exposição: por Adelaide Lopes, Lourdes Riobom e Rita Gonçalves]

D’Aprés Nuno Gonçalves - 21h30, 22h00, 22h30
[Sala dos Passos Perdidos, Jardim e acesso: por José Quaresma]

Esculturas de Género. Presépio e Naturalismo em Portugal - 21h30, 22h00, 22h30
[Átrio 9 de Abril: por Anísio Franco e Alexandre Pais]

23h15
Ceia de Natal [Átrio 9 de Abril]

24h00 - Encerramento do Museu

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

'World Monuments Fund' disponível para colaborar na recuperação do retábulo e tecto da Sé do Funchal [Património]


[ A Sé do Funchal é um monumento património nacional com características únicas no país, caso do retábulo e tecto mudéjar, que chamaram a atenção da World Monuments Fund (WMF), que se disponibilizou para colaborar na sua recuperação. Em declarações à agência Lusa a directora dos serviços de Património Cultural da Madeira, Diva Freitas, diz que a recuperação da Sé da capital madeirense será a "obra do século" na região. A construção, com "vários elementos especiais, casos do retábulo, único da época em Portugal, e o tecto de alfarge ou mudéjar, sendo uma das catedrais com maior dimensão com um tecto desta época e técnica", salienta. "Esta igreja tem duas épocas: é gótica na sua planta mas tem o manuelino e o renascimento, toda a decoração no meio dos frisos do tecto alfarge (feito com madeira da ilha, o que é especial porque nesta época apareciam de pedra), é pintada com motivos renascentistas, elementos mitológicos, figuras", explica.(...) "A expectativa é que as obras comecem no início do próximo ano", estima. Mesmo sem os trabalhos estarem concluídos, garante que "neste momento a Sé do Funchal já é uma referência. É muito bonita, diferente e única no país". ]
FONTES & VER+EM:
http://www.dnoticias.pt/actualidade/5-sentidos/236181-world-monuments-fund-disponivel-para-colaborar-na-recuperacao-do-retab

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Estufa Real do Rei D. Luís I: "A grande inovação do Real Jardim Botânico!"

[ “Jardim do século XVIII, final do barroco, espaço de rigor geométrico, foi o primeiro jardim botânico português, devendo ser considerado como a primeira e a mais importante instituição dedicada à cultura da história natural do País." Após o terramoto de 1 de Novembro de 1755, o Marquês de Pombal mandara construir na Ajuda, nessa época subúrbio da capital, um edifício de madeira, abrigo e residência provisória da Família Real, que ficou conhecido pelo nome de «Paço Velho», e que, no reinado de D. Maria I, desapareceu devido a um incêndio. Para implantação do Real Jardim Botânico, no sítio de Nossa Senhora da Ajuda, D. José I comprou ao conde da Ponte a quinta que este possuía junto ao Paço da Ajuda. Inicialmente esta quinta destinou-se à cultura de frutas e hortaliças necessárias ao Palácio Real. Por influência de Miguel Franzini, professor dos príncipes D. José e D. João, netos do rei e filhos da que viria posteriormente a subir ao trono com o nome de D. Maria I, foi projectado o 15.º Jardim Botânico da Europa. Destinava-se o jardim, tal como o Museu de História Natural e o Gabinete de Física, instalados num edifício próximo, à educação dos príncipes, em particular a D. José, então com 15 anos e destinado a suceder a sua mãe, caso não tivesse falecido. Na Europa, já desde 1543 se vinham a construir jardins botânicos destinados a instruir todos os que quisessem estudar os enigmas do mundo vegetal, podendo citar-se, nomeadamente, os de Pisa, Pádua, Bolonha, Montpellier, Estrasburgo, Paris e Madrid. Inicialmente denominado "Real Jardim Botânico da Ajuda", chegou a receber plantas vivas e sementes dos jardins botânicos de todo o mundo, tendo coleccionado mais de 5000 espécies. Considerado um dos melhores exemplos que podem encontrar-se do que foram os jardins botânicos no século XVI e parte do XVII, o jardim e o museu foram abertos ao público por ordem de D. João VI. Mas a grande inovação do Real Jardim Botânico, ocorre no reinado de D. Luís I, com a edificação da Estufa das Orquideas! "A grande inovação desta estufa residia no facto de estar parcialmente enterrada. O isolamento dado pelo solo evitava as perdas de calor durante os meses mais frios e reduzia o aquecimento excessivo da estufa durante o Verão, conduzindo a baixas amplitudes térmicas ao longo do ano com importante economia de energia. Durante os anos de 1980, este mesmo princípio foi aplicado no desenvolvimento de uma estufa protótipo destinada ao cultivo de plantas ornamentais, em Almeria, Espanha, tendo então sido apresentada como grande inovação. Tinham entretanto passado cem anos desde a construção da Estufa das Orquídeas!" ]
ESTUFA DAS ORQUIDEAS:
http://www.jardimbotanicodajuda.com/1ojardim/14visitavirtual/
arquitectura/estufa_orq/Estufa_orq.html
JARDIM BOTÂNICO DA AJUDA:
http://www.isa.utl.pt/home/node/906
REI D.LUÍS I DE PORTUGAL:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_I_de_Portugal

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Selos da Rainha D. Maria II considerados: Jóias da Filatelia Nacional vão a leilão na Exposição Mundial de Filatelia, em Lisboa

[ No âmbito da Exposição Mundial de Filatelia que vai decorrer no Parque das Nações, de 1 a 10 de Outubro em Lisboa, irá ser realizado um Leilão com Joias da Filatelia Nacional, onde se destacam vários Selos da Rainha D. Maria II. A estrela é a folha completa de 24 selos de 25 réis azul de D. Maria II, emitido em 1853, com carimbo de barras ‘13 Azeitão’, cuja base de licitação é de 22 mil euros. Um dos 25 selos novos conhecidos do 100 réis de D. Maria II, com preço de catálogo de 52 mil euros, tem valo base de 3600. Já uma quadra de 100 réis lilás, com carimbo de barras azul ‘61 Guimarães’, tem uma base de licitação de dez mil euros. ]
RAINHA D. MARIA II DE PORTUGAL:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_II_de_Portugal
FONTES & VER+EM:

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ART&TUR: "Sintra, Capital do Romantismo" venceu o Festival Internacional de Filmes de Turismo


[ O filme promocional “Sintra, Capital do Romantismo” venceu o Festival Internacional de Filmes de Turismo, na categoria de “Best Documentary”. O prémio foi entregue à Câmara Municipal de Sintra no dia 26 de Setembro, em Barcelos, na cerimónia de encerramento da terceira edição do festival. O filme, que integra a categoria “Destinos”, remete para o ambiente de Sintra da época do romantismo, destacando a paisagem natural, palácios e jardins. Os turistas nacionais, os internacionais (sobretudo de Espanha, Inglaterra, Japão, Brasil), e o sector trade(sessões e feiras) são o público-alvo deste filme documental. Durante três dias, de 23 a 26 de Setembro, foram exibidas oitenta películas na terceira edição do ART&TUR – Festival Internacional de Filmes de Turismo, que leva, anualmente, as melhores imagens do mundo a Barcelos. Ao festival concorreram 285 filmes, provenientes de 35 países.]
FESTIVAL INTERNACIONAL ART&TUR:

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pergaminho de Sharrer: As 7 Cantigas de Amor do Rei D. Dinis [Torre do Tombo]

[ O Pergaminho Sharrer é um fragmento de pergaminho medieval que contém partes de sete cantigas de amor de Dom Dinis, rei de Portugal, com poesias em língua galaico-portuguesa e notação musical. O pergaminho foi descoberto em 1990 nos arquivos da Torre do Tombo de Lisboa pelo pesquisador Harvey L. Sharrer, da Universidade da Califórnia. Até então a única outra fonte de música profana galaico-Portuguesa com notação era o Pergaminho Vindel, que traz sete canções do trovador Martim Codax, sendo que as outras fontes possuem a poesia, mas não a música. As composições estão em estado fragmentário devido à deterioração do pergaminho e não trazem autoria, mas são as mesmas encontradas em coletâneas de poesia como o Cancioneiro da Biblioteca Nacional e o Cancioneiro da Vaticana, onde são atribuídas ao Rei.]

As canções são:
- Poys que vos Deus, amigo, quer guisar
- A tal estado me adusse, senhor
- O que vos nunca cuidei a dizer
- Que mui grão prazer que eu hei, senhor
- Senhor fremosa, no posso eu osmar
- Não sei como me salva a minha senhor
- Quis bem amigos, e quero e querrei.
FONTES & VER+EM:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pergaminho_Sharrer

Rei Dom Dinis "O que vos nunca cuidei a dizer" (Cantiga de Amor)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Rei D. Carlos: Colecção Oceanográfica "D. Carlos I"- Aquário Vasco da Gama [Museu]


[ Ao longo de doze anos de campanhas, D. Carlos foi reunindo uma colecção zoológica de incalculável valor histórico e científico que inclui animais conservados em meio líquido e naturalizados. Constituindo um valoroso contributo para o inventário faunístico da costa Portuguesa, esta colecção tem vindo a servir de base à realização de diversos estudos científicos, nomeadamente sobre peixes e crustáceos. A Colecção Oceanográfica D. Carlos I inclui ainda instrumentos oceanográficos utilizados durante as campanhas, bem como um extenso conjunto de documentação e bibliografia referentes à actividade científica desenvolvida pelo monarca. Inicialmente foi sendo guardada no Palácio das Necessidades, com vista à criação de um Museu Oceanográfico. Após a morte do monarca, as colecções foram entregues em Fevereiro de 1910 à Liga Naval Portuguesa, que inaugurou a Secção Oceanográfica D.Carlos I do então Museu de Marinha, situado no Palácio dos Duques de Palmela, ao Calhariz. Mais tarde, com a extinção da Liga Naval Portuguesa em 1929, a colecção transita para o Museu Condes de Castro Guimarães, em Cascais, sendo doada por escritura pública notarial e por decreto-lei de 11 de Junho de 1935, ao Aquário Vasco da Gama-Estação de Biologia Marítima. A Biblioteca Científica do Rei, incluindo verdadeiras preciosidades bibliográficas e constituindo um espólio de valor inimaginável, foi também oferecida nessa mesma altura. Desde então, o Aquário Vasco da Gama tem sido responsável pela conservação deste fantástico património, parcialmente em exposição permanente ao público visitante desde 20 de Maio de 1943, por ocasião do 45º aniversário desta instituição, altura em que reabriu ao público o Museu Oceanográfico D. Carlos I. A parte restante da Colecção mantém-se reservada, mas disponível para a consulta a efectuar por especialistas, com vista à realização de estudos científicos. As sucessivas transferências da Colecção, desde o primitivo Museu no Palácio das Necessidades até ao Aquário Vasco da Gama, contribuíram para o desaparecimento de um número significativo de exemplares e a deterioração de muitos outros. A parte da Colecção Oceanográfica D. Carlos I que hoje se encontra depositada nesta instituição, embora seja uma pálida amostra daquilo que deveria ter sido no tempo em que o monarca viveu, constitui um legado de incalculável valor histórico e científico, estreitamente ligado ao nascimento da moderna oceanografia em Portugal.]
S.M.F. EL-REI DOM CARLOS I DE PORTUGAL:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_I_de_Portugal

FONTES & VER+EM:
http://aquariovgama.marinha.pt/PT/museu/Pages/coleccao_rei.aspx

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Recriação Histórica - Séc. XVIII: Sistema de Comunicações no tempo de D.João VI


[ O sistema de comunicações baseado num inovador telégrafo usado há 200 anos pelo exército luso-britânico nas Linhas de Torres Vedras, durante as invasões francesas, foi ontem recriado em Torres Vedras nas comemorações do bicentenário. "Entre o Forte de São Vicente (Torres Vedras) e a Serra de Socorro vamos colocar diversos postes com bandeiras, que permitiam transmitir na época mensagens recorrendo ao código semafórico", afirmou à agência lusa Arlindo Policarpo, do Agrupamento de Escuteiros da Silveira que organiza a atividade em conjunto com a Associação de Radioamadores do Oeste. O sistema de comunicações baseado em bandeiras (telégrafo óptico português) ou ponteiros foi criado no século XVIII para facilitar as comunicações entre Lisboa e o Rei D. João VI, quando estava no Palácio Nacional de Mafra e também pela marinha inglesa. O especialista Henrique Vieira, a fazer investigação para o doutoramento em logística e sistema de comunicações das Linhas de Torres, explicou que o telégrafo acabou por ser o meio adotado pelo general Wellington na altura da construção das Linhas de Torres Vedras. As Linhas de Torres é o nome dado ao conjunto das 152 fortificações construídas sob a orientação do general inglês Wellington, comandante das tropas luso-britânicas no período das invasões francesas, para defender Lisboa das tropas napoleónicas. Assim, foram construídos diversos postos de comunicações em pontos altos das várias linhas defensivas, onde em cada um deles existia um telégrafo óptico de bolas que, em função do número das que eram erguidas tal como as bandeiras e os ponteiros, transmitiam mensagens que eram captadas por via visual, através de monóculos. "As mensagens demoravam no máximo 10 minutos a serem veiculadas do posto mais recuado até Lisboa", explicou. Contudo, "a funcionalidade do sistema de comunicação não era muito grande, devido às condições climatéricas, sobretudo nevoeiro", acrescentou. Tendo em conta que as mesmas condições climatéricas subsistem, na recriação histórica do sistema de comunicações "vão ser usados dois emissores/receptores de televisão" em substituição dos monóculos, para facilitar a visualização das mensagens transmitidas em código, disse Arlindo Policarpo. Na recriação, vão participar mais de 30 soldados figurantes fardados à época". As Comemorações decorrem até Novembro de 2010. ]
FONTES & VER-EM:

www.linhasdetorresvedras.com

quarta-feira, 14 de julho de 2010

450 anos da Confraria da Rainha Santa Isabel:Exposição Sala D.João III [Coimbra]


[ A Sala D. João III do Arquivo da Universidade de Coimbra, irá receber no dia 15 de Julho, pelas 16 horas, a inauguração da exposição documental "450 Anos da Confraria da Rainha Santa Isabel", que estará aberta ao público até dia 29 de Outubro. A exposição documental e bibliográfica dá a conhecer cerca de 60 documentos e obras valiosas da Confraria, do Arquivo da Universidade de Coimbra, da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra e do Museu Nacional de Machado de Castro. "O espólio em exposição, constituído por documentos, em papel e em pergaminho, códices, ícones, medalhas, artefactos, fotografias, obras impressas e cartazes está organizada em seis temáticas: antigo e o novo Mosteiro de Santa Clara, o Culto à Rainha Santa Isabel, a Real Confraria da Rainha Santa Isabel, a Confraria e os Confrades, a Assistência Social da Confraria, a produção editorial sobre a Rainha Santa e a Confraria. Salientamos a descrição da primeira abertura do túmulo da Rainha Santa, onde os médicos presentes narram as suas impressões sobre o excelente estado de conservação em que encontraram o corpo; os primeiros estatutos da Confraria da Rainha Santa Isabel, publicados em 1560; as assinaturas autógrafas dos Reis D. Luís, D. Maria Pia, de D. Carlos, D. Amélia e de D. Manuel II no livro de honra da Confraria; uma carta do escultor Teixeira Lopes a informar, em Janeiro de 1896, que continua a trabalhar na “estátua” da Rainha Santa e um Missal do séc. XVII forrado com parte do veludo que serviu de cobertura ao rosto da Rainha Santa depois da primeira abertura." A Entrada é Livre! ]
FONTES & VER-EM:

http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=80623

sábado, 26 de junho de 2010

D. Afonso Henriques: Criada sociedade em Viseu para preservar a memória do Fundador de Portugal

[ Pensar Real~Pensar Portugal, destaca a notícia sobre a criação da sociedade que defende que D. Afonso Henriques nasceu em Viseu, publicada pela Lusa. "A tese de que D. Afonso Henriques nasceu em Viseu surgiu, curiosamente, depois de, em 1990, ter sido posta em causa a “tradição” de que Guimarães foi o “berço” do fundador da nacionalidade, com o aparecimento da hipótese de Coimbra. Júlio Cruz, um dos sócios fundadores da Sociedade Histórica Afonso Henriques, disse aos jornalistas hoje é raro o historiador que não aceite a tese de Almeida Fernandes e, portanto, Viseu tem de assumir este seu filho dilecto”. “Para isso, foi criada esta associação que é, nem mais nem menos, o motor das actividades que levam a preservar a memória de Afonso Henriques”, justificou. Avançou que todos os anos haverá em Viseu encontros afonsinos (o primeiro a 20 de Novembro), para os quais “vão ser convidados quatro investigadores que tenham feito os últimos trabalhos sobre a vida e obra ou a época do D. Afonso Henriques”. No dia seguinte, haverá sempre uma visita a uma cidade afonsina (este ano Zamora) e será editada uma revista “que vai reproduzir os encontros e tudo o que houver de novo”. “Queremos aprofundar a vida e obra de D. Afonso Henriques. Se amanhã aparecer uma tese a dizer que foi noutro sítio tudo bem”, acrescentou. Júlio Cruz garantiu que o objectivo não é entrar em polémica com Guimarães.“Não queremos nada dos outros, mas não enjeitamos nada do que é de Viseu”, frisou, afirmando que “Guimarães é o berço da nacionalidade, mas o berço de Afonso Henriques é Viseu”. A constituição da Sociedade Histórica Afonso Henriques tinha sido um desafio deixado num congresso realizado no ano passado no âmbito das comemorações dos 900 anos do seu nascimento em Viseu. A cerimónia aconteceu ontem à tarde nos claustros da Sé, onde se encontra a única imagem de D. Afonso Henriques na cidade (retratado nuns azulejos num encontro com S. Teotónio).]

terça-feira, 22 de junho de 2010

Rei D.Carlos I:Exposição de Fotografias de autoria de S.M.El Rei D. Carlos de Portugal [Castelo de Vila Viçosa até Setembro 2010]


[ Está patente até Setembro, na sala de exposições temporárias do Castelo de Vila Viçosa, uma exposição de fotografia, designada "D. Carlos I, Fotógrafo amador”, registadas por S. M. El Rei D.Carlos I de Portugal. "O Arquivo Fotográfico do Paço Ducal de Vila Viçosa é constituído por um núcleo de cerca de cinquenta álbuns de família (cerca de 2000 fotos), muitos deles organizados pelo próprio Rei a bordo do Yacht Amélia. Deve mencionar-se ainda um conjunto de maços com fotografias de D. Carlos I, perto de mil, em que muitas são idênticas, com o objectivo de serem oferecidas, pois estão coladas no cartão, identificadas, datadas e assinadas. Além disto, existem os álbuns e os maços das visitas reais, das fotografias oficiais e das cerimónias protocolares (cerca de 7000), oferecidas pelos melhores fotógrafos da época. Nas vitrinas estão expostos alguns jornais e revistas da época, assinados pelo Rei, bem como dois álbuns, um de D. Luís Filipe e outro de D. Carlos I. Do espólio da mostra faz igualmente parte uma lanterna mágica, antecessora do projector de diapositivos; e um estereoscópio que permite ver em simultâneo duas imagens para se obter uma única." ]

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O Mosteiro das Virtudes construido por S.M.El-Rei D.Duarte, irá reabrir ao público

[ O Mosteiro das Virtudes, construído com elementos da arquitectura Gótica e Manuelina, foi mandado construir por S. M. El- Rei D. Duarte no século XV, ao saber da notícia da aparição de Nossa Senhora a um guardador de vacas, na Azambuja, em Aveiras de Baixo, tornando-se por isso um dos principais locais das Peregrinações Marianas no Portugal quatrocentista. O culto ali prestado teve origem na aparição de uma imagem de Santa Maria, ocorrida em 1403, à qual de seguiram diversos "milagres". Doze anos depois, a devoção do futuro Rei D. Duarte levou-o a fazer a promessa de levantar um mosteiro no local, caso a conquista de Ceuta fosse bem sucedida. A autorização papal para esse efeito foi dada em 1419, tendo o ano de 1434 marcado a tomada de posse do complexo monacal por parte da ordem de S. Francisco. O santuário entrou, todavia, em processo de degradação no século XVII, estado que muito se agravou a partir da extinção das ordens religiosas, em 1834. Subsiste presentemente, a igreja, em situação devoluta, a qual patenteia elementos arquitectónicos Góticos, Manuelinos e Barrocos. O portal principal é gótico primitivo e possui um arco em ogiva com arquivoltas assente em dois pares de colunelos com capitéis decorados com motivos vegetalistas. A importância do Mosteiro de Santa Maria das Virtudes é, igualmente traduzida pela circunstância de ter proporcionado hospedagem a alguns monarcas, nomeadamente D. Duarte, D. Afonso V, e D. João II bem como à esposa do último, a Rainha D. Leonor. Inserido no "programa de recuperação do património da autarquia", afirmou à agência Lusa o presidente da câmara, Joaquim Ramos, que a câmara da Azambuja inaugura no sábado as obras de requalificação do Mosteiro de Santa Maria das Virtudes, orçadas em meio milhão de euros, permitindo reabrir o mosteiro ao público. Além de continuar a ser usado para o culto religioso, a autarquia pretende inserir o espaço no roteiro cultural do concelho, promovendo aí exposições, conferências ou concertos.]

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Exposição:A Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana-Museu Arte Antiga, Lisboa [ 12 Junho a 12 Setembro]

[ Amanhã, dia 12 Junho, pelas 12H, no Museu Nacional de Arte Antiga, vai ter lugar a inauguração da exposição ‘A Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana’. A exposição reúne pela primeira vez em Portugal os quatro monumentais panos, tecidos em Tournai por encomenda de D. Afonso V, conservados na Colegiada de Pastrana desde o século XVI e recém-restaurados sob o patrocínio da Fundação Carlos de Amberes. Peças de extraordinária monumentalidade e absolutamente únicas em termos da produção borgonhesa, relatando as conquistas de Arzila e Tânger, a sua encomenda e produção — ainda envolta em sombras — enquadra-se num programa mais vasto, de construção mítica da História, que o conjunto de obras em seu redor agora reunidas procura enquadrar e problematizar.]

sábado, 29 de maio de 2010

"A Vision of Pre-Earthquake Lisbon"



[ O projecto “City and Spectacle: A Vision of Pre-Earthquake Lisbon“, coordenado cientificamente pelo CHAIA (Universidade de Évora), implementado tecnicamente pela Beta Technologies, e com coordenação musical de Octávio dos Santos, esteve a remodelar o projecto da recriação virtual, em ambiente Second Life, da Lisboa desaparecida com o terramoto de 1755.]

Lisboa Séc. XVIII em 3D no Second Life


[ O mundo virtual Second Life, próprio do século XXI, serve de "palco" para um projeto da Universidade de Évora que vai permitir "viajar no tempo" e recuar, a três dimensões, até à Lisboa destruída pelo terramoto de 1755. Uma cidade de traçado regular e quarteirões uniformes que renasceu após a catástrofe, pelas mãos de Sebastião José de Carvalho e Melo, ministro do rei D. José I e futuro Marquês de Pombal, com a intervenção dos engenheiros militares portugueses. Antes do terramoto de 1755, Lisboa era uma das cidades mais populosas da Europa, um importante porto marítimo, entreposto do comércio internacional e centro político de um império que se estendia da Índia ao Brasil. A equipa de investigadores portugueses analisou documentação escrita e iconográfica existente nos arquivos e museus nacionais para retratar virtualmente espaços arquitectónicos como o Palácio Real, o Convento de Corpus Christi e o Hospital de Todos-os-Santos. Alguns elementos como o Jardim do Palácio, a Torre do Relógio, o aspecto exterior da Ópera do Tejo e Praça da Patriarcal foram alvo de modelação em detalhe. A visita pela Lisboa antes do terramoto de 1755 inclui também uma componente áudio, recriando os sons do ambiente citadino, os espectáculos de ópera e outros eventos da época, assim como alguns textos de contextualização histórica. O projecto “City and Spectacle: A Vision of Pre-Earthquake Lisbon", de carácter experimental e inovador no panorama nacional, envolve investigadores de áreas como a história da arte, arquitectura e novas tecnologias, da Universidade de Évora, Aveiro e Coimbra, da empresa Beta Technologies, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico e do Museu de Tavira.]
FONTES & VER+EM:
http://www3.uma.pt/aauma/index.php?option=com_content&view=article&id=1245:lisboa reconstruida&catid=72:informacoes

quarta-feira, 26 de maio de 2010

UNESCO: Mafra é candidata a Património Mundial


[ Mafra é candidata a património mundial da UNESCO. O palácio, o convento e a tapada nacional de Mafra já são uma referência do património português.In RTP.]

quarta-feira, 21 de abril de 2010

"Num instante... o Património": Concurso de Fotografia até 26 Abril

[ O Ministério da Cultura, lançou um convite à expressão da criatividade e da imaginação, propondo aos jovens participantes uma redescoberta do património em Portugal através da reprodução do preciso instante de contacto com a paisagem cultural. O concurso destina-se à criação artística dos jovens na faixa etária dos 14 aos 17 anos. "Um olhar jovem e perspicaz, sem preconceitos ou imposições, poderá permitir obter imagens fotográficas inéditas que exprimam novos olhares sobre os monumentos e sítios, novas paisagens para os mesmos locais simbólicos, novos ângulos para as mesmas perspectivas históricas." As inscrições no passatempo "Num instante... o Património" e respectivo envio dos trabalhos decorrerá até ao dia 26 de Abril. Os autores das duas fotografias vencedoras receberão prémios TMN (2 LG Pop GD510) e representarão Portugal na Experiência Fotográfica Internacional dos Monumentos. Participa! ]
REGULAMENTO NO SITE:
http://fotos.blogs.sapo.pt/

FONTES & VER+EM:
http://www.ippar.pt/pt/agenda/9/1697/