sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Implantação da República foi "enorme recuo a nível democrático":Portugal~Imprensa 2008

[ Um investigador do Instituto de Ciências Sociais de Lisboa defende que a República fez com que a democracia regredisse em Portugal. Rui Ramos compara a implantação do regime republicano ao Estado Novo e defende a alteração dos manuais de História.O fim da monarquia representou "um enorme recuo a nível democrático para Portugal", defendeu hoje, numa conferência na Universidade de Lisboa, o investigador Rui Ramos. Aquilo que se diz hoje da implantação da República "é o mesmo que dizer que o Estado Novo foi um tempo de liberdade e que a PIDE (polícia política) foi um grupo de rapazes simpáticos", comparou o orador, citado pela Lusa. Rui Ramos referiu ainda que as celebrações do aniversário da República comemoram "um regime que seria repugnante para os dias de hoje". Questionado sobre as propostas apresentadas segunda-feira pela plataforma monárquica Centenário da República, o investigador revelou que "concorda com a proposta de alteração dos manuais de História". A conferência e o debate que se seguiu, integrados na celebração do Centenário da Morte do Rei D. Carlos I, tiveram como objectivo clarificar os factos que envolveram o regicídio e, dois anos depois, a implantação da República. in Lusa ]
FONTES & VER+EM:
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=366117&visual=26&rss=0
http://www.regicidio.org/

Duques de Bragança:Reis de Portugal ( I )

Duques de Bragança:Reis de Portugal ( II )

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Suprema Corte da Rússia: Reabilitação do último Czar Nicolau II e da Família Real.

[ "A Suprema Corte da Rússia decidiu ontem a favor da plena reabilitação do último czar russo, Nicolau II, e de sua família, reconhecendo oficialmente os Romanovs como vítimas de "repressão infundada" 90 anos após sua execução. A decisão é o mais recente passo na reinterpretação pós-soviética da história da Rússia, que tem assistido a uma nova aceitação de uma Monarquia que já foi recriminada por brutalidade e atraso, acompanhada tanto por nostalgia como por reconsiderações condenatórias de sete décadas de regime soviético. Os historiadores soviéticos construíram relatos que enfatizavam a culpa de Nicolau II, ou "Nicolau Sanguinário", por fomes, guerras e colapso social. Mas com o fortalecimento do nacionalismo russo após a queda da União Soviética, o Czar tem sido descrito cada vez mais como um visionário contrariado e um farol da fé ortodoxa russa. A igreja, que canonizou os Romanovs como mártires em 2000 e também foi perseguida na era soviética, saudou a decisão do tribunal. Em sua decisão de ontem, o tribunal reverteu um veredicto de novembro quando decidiu que os Romanovs não estavam qualificados à reabilitação porque sua execução foi um ato criminoso, e não de repressão política. Em julho de 1918, por ordem de Lenin, o Czar, sua mulher, Alecsandra, e seus filhos, Olga, Tatiana, Maria, Anastásia e o herdeiro do trono de 13 anos, Alexei, foram executados a tiros no porão de uma casa em Yekaterinburgo, centro da Rússia. Vários membros da criadagem da família também foram mortos. A matança pelo nascente governo bolchevista pretendia consolidar seu controle do poder em meio à intensificação da guerra civil. Os corpos dos Romanovs provavelmente foram mergulhados em ácido para ocultar suas identidades antes de ser enterrados. Os restos de Nicolau, Alecsandra e de três dos cinco filhos foram descobertos em 1991 nos últimos dias da União Soviética e enterrados em 1998 em São Petersburgo. Os restos dos dois outros filhos continuaram desaparecidos até agosto de 2007, quando um arqueólogo em Yekaterinburgo desenterrou fragmentos de ossos de um local perto da região onde os outros Romanovs haviam sido enterrados. As autoridades anunciaram no começo deste ano que testes de DNA haviam confirmado que os restos pertenciam a Alexei e Maria."Essa decisão mostra o primado da lei e a vitória da Justiça sobre o mal e a tirania", disse German Lukyanov, o advogado da Grã-Duquesa Maria Vladimirovna, uma descendente dos Romanovs que três anos atrás iniciou a ação judicial pedindo a reabilitação de sua família. Ainda não está claro por que o governo russo demorou tanto tempo para reabilitar o czar. Alguns sugeriram que os atuais líderes da Rússia temiam que os descendentes dos Romanovs tentassem reclamar as propriedades confiscadas pelos bolchevistas, enquanto outros especulam que o motivo seriam as recentes mudanças na liderança do país." by Michael Schwirtz, in The New York Times.]
FONTES & VER+EM:

Romanov ~ Family Rehabilitated.



VII Colóquio Anual da Lusofonia: Bragança.

[ Hoje, dia 2 de Outubro, inicia-se o "VII Colóquio Anual da Lusofonia", no Centro Cultural de Bragança, que se tem vindo a realizar desde 2001 em Portugal, com carácter constante e regular, em prol da defesa e preservação das Línguas e Culturas Portuguesas. O colóquio vai dedicar especial atenção à influência dos crioulos na língua portuguesa e vice-versa, uma área que está "muito pouco estudada", disse à Lusa o presidente da comissão executiva deste encontro, Chrys Chrystello. "Só para dar um exemplo, o maior corrector ortográfico de língua portuguesa ainda não sabe quando terá uma nova versão que já contemple as alterações impostas pelo acordo ortográfico", salientou. Nos trabalhos do encontro destaca-se ainda uma análise sobre vários problemas relacionados com a tradução, nomeadamente o seu ensino, as inovações tecnológicas e as implicações do acordo ortográfico. O programa inclui ainda homenagens, nomeadamente ao Padre António Vieira, recitais de música e poesia, exposições, mostras de livros e sessões de autógrafos integram também o programa do colóquio, durante o qual será atribuído o II Prémio Literário da Lusofonia. A abertura dos trabalhos conta com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Eng.º Jorge Nunes,o representante da Xunta de Galícia, Professor Adriano Moreira (Presidente da Academia de Ciências de Lisboa), Professor Evanildo Bechara (Academia Brasileira de Letras), Professor Malaca Casteleiro (Academia de Ciências de Lisboa), Presidente do Instituto Politécnico de Bragança (Professor João Sobrinho Teixeira), escritor e artista plástico João Craveirinha, Presidente da Comissão Executiva dos Colóquios (Chrys Chrystello) e demais entidades convidadas. A organização do evento que decorre entre os dias 2 a 5 de Outubro, no Centro Cultural de Bragança, está a cargo da Câmara Municipal de Bragança, em parceria com: Universidade Mackenzie de São Paulo , Brasil; Escola Superior de Educação Instituto Politécnico de Setúbal; Escola Superior de Educação Instituto Politécnico de Bragança; Associação Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa]
FONTES & VER+EM:
http://www.pnetliteratura.pt/noticia.asp?id=848
http://www.brigantia.pt/index.php?option=com_eventlist&Itemid=37&func=details&did=33

Missa em Português e Crioulo: Cabo Verde sai em festa à rua [ Roma - 12 de Outubro ]

[ Os migrantes das ilhas de Cabo Verde e suas famílias residentes em Roma, fiéis a uma tradição religiosa com aproximadamente 40 anos, marcaram encontro para o próximo domingo 12 de Outubro, na sede da própria comunidade católica, em Via Sicilia, 215, segundo notícia publicada pela agência Ecclesia. É a devoção comunitária africana à Nossa Senhora do Rosário, transportada da terra de origem, o motivo principal do encontro anual dos caboverdianos romanos. Na verdade, esta é uma das festas mais antigas da “religiosidade popular” das comunidades imigrantes de Roma, que conta com um universo de 3 milhões de imigrantes legalizados em Itália. Às 18h sairá a procissão pelas ruas que rodeiam o Centro Caboverdiano, animado pelo Movimento “Tra Noi”. Pelas 19h, na igreja das Missionárias Cabrinianas, celebrar-se-á, como acontece todos os domingos, a missa em língua portuguesa, com a colaboração do coro “Maria de Nazaré” que canta em crioulo e português. Durante a celebração eucarística terá lugar a Consagração das famílias a Maria e a entrega do mandato ao grupo de leigos responsável pela animação pastoral do Centro. A comunidade cabo-verdiana em Itália é maioritariamente representada (quase 80 por cento) por mulheres. Seguir-se-à um momento de confraternização, sinal de união, para que se reforcem os laços de amizade, identidade e consolidem a solidariedade num momento crítico onde, em Itália, aumenta a intolerância, a violência e a xenofobia para com os imigrantes. As ilhas de Cabo Verde foram descobertas por navegadores Portugueses ao serviço da Coroa Portuguesa em Maio de 1460, sem indícios de presença humana anterior. ]
FONTES & VER+EM:
http://www.cplp.org/Cabo Verde.aspx?ID=25

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Biblioteca Joanina Virtual: "Patrocínio régio do Rei D. João V de Portugal às Ciências".

[ A Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, acabou de lançar a edição de um DVD-ROM através do qual se acede a espaços, património e informações habitualmente inacessíveis ao visitante. O projecto da Biblioteca Joanina Virtual, apresentado ontem publicamente, possui texto em seis línguas e inclui, entre outros aspectos, uma visita guiada pela história, decoração e arquitectura do edifício do período barroco, para além de disponibilizar 21 obras raras em texto integral, oriundas do seu espólio. A edição contempla os pormenores da decoração das salas nobres:" é como se andássemos com os pés assentes no tecto", explicou António Pimentel, coordenador científico do projecto, à Lusa. Do tecto da primeira sala o DVD destaca uma inscrição, devidamente traduzida, que reza: "Lusos, este é o caminho que vos aponta a Sabedoria. Por capitães os livros, por soldados e armas o trabalho". O cordenador do projecto acrescentou ainda que "É o triunfo das Ciências e o patrocínio régio [do rei D. João V] a essas mesmas Ciências", sublinhando que "A ideia [de disponibilizar as obras] foi mostrar os tesouros e com eles a dimensão mundial da cultura portuguesa". A concepção do DVD-ROM, do qual foram editados 5.000 exemplares, obrigou à digitalização de quase 68 mil imagens relacionadas com a Biblioteca Joanina, um projecto desenvolvido por uma empresa privada com o apoio do Programa Operacional da Cultura do Ministério da Cultura. A Biblioteca Joanina é uma das mais importantes bibliotecas nacionais. A sua construção começou no ano de 1717, no exterior do primitivo perímetro islâmico, sobre o antigo cárcere do Paço Real, com o objectivo de albergar a biblioteca universitária de Coimbra, e foi concluída em 1728. Apesar de ter sido construída no seguimento do projecto régio de reforma dos estudos universitários (consequência da difusão das correntes iluministas em Portugal), a Biblioteca Joanina é reconhecida como uma das mais originais e espectaculares bibliotecas barrocas europeias. Toda a sua arquitectura envolve um retrato do Rei D. João V que, colocado na parede do topo do edifício, na última sala, funciona como "ponto fuga" da biblioteca, também chamada, noutros tempos, Casa da Livraria. A nave central da Joanina faz com que a sua estrutura se assemelhe à de uma capela, em que o retrato do Rei D. João V ocupa o lugar do altar. A dourada moldura da tela imita uma cortina, que se abre para exibir, numa "esplendorosa composição alegórica", o Rei. De seu nome completo João Francisco António José Bento Bernardo de Bragança, o Rei D. João V (22 de Outubro de 168931 de Julho de 1750), foi Rei de Portugal desde 1 de Janeiro de 1707 até à sua morte. Pensar Real~Pensar Portugal, recomenda o presente DVD-Rom, como visita guiada pela história e exemplo vivo do nosso Património Real: Herança dos Reis de Portugal.]

A Biblioteca Joanina: Tesouro Nacional.

Dia Nacional de Água: Poupar é Preciso!