quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Selecção de Orquestra: O desafio para os Jovens Músicos Portugueses[Abril 2009]

[ O YouTube acaba de lançar mais um desafio aos internautas: a criação de uma orquestra online. Uma orquestra com músicos profissionais e amadores, das proveniências mais diversas, a seleccionar entre os que se candidatarem aos lugares. Uma orquestra onde nem tudo será virtual uma vez que, em Abril de 2009, os recrutados irão dar um primeiro concerto em Nova Iorque. O local? O mítico Carnegie Hall, sob direcção do maestro Michael Tilson Thomas. No canal dedicado à orquestra estão já disponíveis partituras e informação adicional sobre a obra de Tan Dun. Cada candidato deverá filmar a sua performance e depois fazer o upload da sua parte instrumental. Uma actuação virtual da orquestra, reunindo os vídeos das várias partes instrumentais, será apresentado no YouTube. Ao vídeo com a peça de Tan Dun cada candidato deverá juntar um outro, interpretando uma entre uma série de peças do repertório clássico, a escolher entre um lote proposto. Um vídeo de apresentação deste projecto mostra o próprio Tan Dun, assim como uma série de jovens músicos, recomendando a todos os candidatos que pratiquem. A selecção dos perto de 200 elementos da orquestra real (nascida da virtual) será feita por um júri especializado. E em Abril de 2009 serão convidados para actuar em Nova Iorque. Pensar Real~Pensar Portugal faz questão de divulgar esta iniciativa internacional, alertando junto dos jovens que participem neste grande desafio que visa proporcionar o tão desejado intercâmbio cultural dos artistas em todo o Mundo. ]
FONTES & VER+EM:
SITE DO CONCURSO:

Participe da primeira orquestra colaborativa on-line do mundo ~ Até Abril de 2009

"Amália,o Filme": Estreia 4 Dezembro com o lançamento da banda sonora do filme em CD

[ O CD da banda sonora de "Amália, o filme", de Carlos Coelho, é editado na quinta-feira, 4 de Dezembro, dia da estreia da película, protagonizada por Sandra Barata Belo, em 66 salas do país. O CD, editado pela Valentim de Carvalho/IPlay, inclui 18 temas interpretados por Amália Rodrigues procurando dar uma perspectiva de uma das mais internacionais artistas portuguesas, além de quatro temas orquestrais de Nuno Malo, gravados pela Filarmónica de Budapeste sob a direcção de Geza Tobok. Entre os 18 temas encontram-se alguns dos mais emblemáticos da fadista como "Povo que lavas no rio" (Pedro Homem de Melo/Joaquim Campos), "Gaivota" (Alexandre o`Neil/Alain Oulman), "Foi Deus" (Alberto Janes), "Vou dar de beber à dor", êxito de 1968 que valeu à fadista um dos três Prémios MIDEM e que vendeu só em Portugal mais de 100.000 cópias, sendo mais conhecido como "A casa da Mariquinhas". No CD estão presentes as diversas fases da fadista, desde a parceria com o compositor Frederico Valério à ligação com o poeta David Mourão-Ferreira, o compositor Alain Oulman e as orquestrações de Joaquim Luís Gomes. O CD apresenta também os diferentes espaços onde a fadista actuou, desde casas de fado ao teatro de revista, opereta, cinema e palcos internacionais. Dos palcos da revista e da opereta surgem temas como: "Fado do ciúme" (Amadeu do Vale/F. Valério), "Lisboa não sejas francesa" (José Galhardo/Raul Ferrão), e "Sabe-se lá" (João Silva Tavares/F. Valério). "Barco negro" representa a faceta cinematográfica e ainda o registo de uma das suas actuações no Olympia. Para o tema de autoria de Caco Velho e Piratini, originalmente intitulado "Mãe preta" e popularizado em Portugal por Maria da Conceição, David Mourão-Ferreira escreveu uma nova letra a pedido de Amália, que o incluiu no filme "Les Amants du Tage" (1955). O filme de Henri Verneuil conta, entre outros, com os desempenhos de Françoise Arnoul, Daniel Gélin, Trevor Howard e Amália Rodrigues. A dupla David Mourão-Ferreira/Alain Oulman surge representada com dois fados: "Medo" e "Abandono". E as adaptações da artista, "Casa Portuguesa" (Reinaldo Ferreira/Vasco Sequeira/ Artur Vaz da Silva), que conheceu versões em espanhol, francês e italiano dado o seu êxito dentro e fora das fronteiras nacionais, e"Cheira bem, cheira a Lisboa" (César Oliveira/Carlos Dias), uma criação de Anita Guerreiro na revista "Peço a palavra" (1969). "Com que voz" é o tema que fecha o CD, uma referência aos vários poetas clássicos, além de Camões, cantados por Amália e que causou escândalo em finais da década de 60. Várias foram as opiniões como a do escritor José Cardoso Pires ou do poeta José Gomes Ferreira contra a presunção de Amália cantar Camões, ao que a cantora pela imprensa respondeu: "Os poetas pertencem ao povo e eu sou do povo". ]
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Amália o Filme: Trailer

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Rio de Janeiro: Busto de D.João VI encerra Ciclo dos 200 Anos da Chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil [Comemorações~Brasil]

[ A inauguração do busto de Dom João VI no Palacete Princesa Isabel, no Rio de Janeiro, construído em 1886, encerra este ano o ciclo de comemorações dos 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil. Segundo o embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Seixas da Costa, através das celebrações houve maior aproximação entre as culturas dos dois países, além de deixarem "um bom legado português para o Brasil". Seixas da Costa disse à Agência Lusa que o "vazio histórico" originado pela vinda da Corte Portuguesa está agora melhor explicado e que a figura do Rei Português era de "certo modo polémica na história". "Eu tinha boas expectativas relativamente àquilo que iria ser o ano de comemorações da presença da Família Real. Foi possível revisitar a figura de D. João de forma mais profunda. Na realidade, D. João ter vindo para aqui de uma forma inopinada acabou por criar em Portugal uma espécie de vazio histórico", assinalou o diplomata, para quem a figura do Rei "ganhou imenso" neste ano. A iniciativa de colocar um busto no Palacete da Princesa Isabel, localizado na área da antiga Fazenda Imperial de Santa Cruz, no Rio, partiu da embaixada de Portugal em parceria com o Instituto Camões e obteve o financiamento do banco português Millenium BCP. O embaixador Alberto da Costa e Silva, académico correspondente da Academia das Ciências de Lisboa que preside à Comissão 200 Anos para as comemorações, disse estar surpreso com a resposta positiva dos brasileiros. "A resposta popular - disse - foi extraordinária na reconstituição de Dom João como uma grande figura histórica do Brasil. Ele deixou na memória da cidade a imagem de um homem gentil, afectuoso, carinhoso. D. João começou 2008 com uma imagem e terminou com outra inteiramente diferente". Compareceram à cerimónia o Secretário Municipal para as Culturas, Ricardo Macieira, o Cônsul-Geral de Portugal, embaixador António Almeida Lima, o coordenador brasileiro das comemoração dos 200 anos da vinda da corte portuguesa para o Brasil, embaixador Alberto da Costa e Silva, o descendente de Dom João VI, António de Orléans e Bragança, e o Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal, Adriano Jordão, entre dezenas de crianças vindas de várias escolas, para assistirem às cerimónias de inauguração do busto.]
FONTES & VER+EM:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1051438
http://noticiasrio.rio.rj.gov.br/index2.cfm?sqncl_publicacao=14659

Jovens Luso-Venezuelanos:Apostam na Língua Portuguesa como ferramenta curricular

[ Para os licenciados luso-venezuelanos a língua portuguesa é vista como uma porta para "ampliar os horizonte profissionais", para "se aproximarem" de Portugal e do Brasil e também para "entender as suas raízes". O ponto de vista dos licenciados luso-venezuelanos foi revelado na segunda-feira à Agência Lusa, à margem da cerimónia do 23.º aniversário do Instituto Português de Cultura e da atribuição do "Prémio Jovem Estudante Santander Universidades ao Desempenho Académico a Nível de Licenciatura" que ocorreu no Centro Português de Caracas. O prémio teve uma vencedora, Yrene Bastidas Gonçalves, 23 anos, que se licenciou em Engenharia Química com uma média superior a 19 valores (na escala de 1 a 20), tendo recebido a quantia de 5.000 dólares (cerca de 4.000 euros) e 11 outros finalistas que terminaram a licenciatura com notas superiores a 17 valores e receberam cada um 500 mil bolívares fortes (aproximadamente 185 euros). Descendente de emigrantes naturais de Câmara de Lobos (Madeira) e radicada no Estado de Yaracuy, 400 quilómetros a oeste da capital, Yrene Bastidas Gonçalves obteve a sua licenciatura em Caracas e insta os jovens luso-descendentes a que "lutem pelo que querem" que "ainda que existam muitos obstáculos no caminho, há que, sempre, levantar-se e continuar, porque com disciplina e constância é possível conseguir tudo". Pensar Real~Pensar Portugal orgulha-se da mensagem transmitida aos media pelos jovens premiados das comunidades portuguesas, cujo exemplo serve para incentivar um maior número de jovens a investirem as suas energias em matérias do "saber" e na defesa da Língua Portuguesa: como uma ferramenta curricular virada para o futuro. ]
FONTES & VER+EM:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1052759
http://www.instituto-camoes.pt/centros-de-lingua-portuguesa-america-do-sul/centro-de-lingua-portuguesa-em-caracas.html

Jantar dos Conjurados 2008: Convento do Beato ~ 30 Novembro ~Lisboa ~ Portugal

Mensagem de S.A.R. Dom Duarte de Bragança, de 1 de Dezembro de 2008

Portugueses:
No 1º de Dezembro de 1640, os nossos antepassados devolveram Portugal aos Portugueses. Souberam responder à crise do seu tempo, lutando pela nossa independência. Hoje, olhamos para o nosso país, e vemos que se acentua a dependência externa e a obediência a directivas quantas vezes alheias à nossa própria vontade. Anunciam-se dias difíceis. Parece evidente que 2009 será pior que os já duros anos recentes, particularmente para os mais desfavorecidos. É nos momentos de provação que se testa a alma de um povo. Para enfrentar a crise e manter a coesão social devemos invocar os valores espirituais da nossa cultura e vivermos em coerência com a nossa identidade e tradição. O reforço dos laços familiares, o sentido de comunidade e de povo são atitudes urgentes e decisivas em alturas como esta. Enfrentámos muitos problemas terríveis ao longo da nossa História, que o nosso ânimo conseguiu ultrapassar. E daqui apelo aos instintos de iniciativa e solidariedade, de generosidade e de engenho. É preciso ampliar a visão, ensaiar ousadia, e confiar a nós mesmos a garantia de desenvolvimento sustentado. Vivemos uma ocasião propícia para rever as nossas prioridades. Devemos aprender a viver melhor consumindo menos, poupando os recursos limitados do nosso planeta. Para isso é importante apoiar a acção pedagógica de cientistas e organizações ambientalistas. Somos o país europeu com a menor percentagem de filiados nestes movimentos, que mereciam mais representação parlamentar. A hora é de investir no povo português. As grandes opções para o nosso desenvolvimento têm agora uma oportunidade única para alterarem o rumo. Em vez de se deixar bloquear por falta de critérios técnicos ou por pressões de interesses, o Estado, o sector privado e as associações devem dar as mãos para ultrapassarmos as dificuldades. Queremos medidas mais justas e mais equitativas, e não apenas declarações que chegam tantas vezes tarde demais… Como disse, a hora é de investir no povo português. É o que têm feito as famílias portuguesas que, com muito sacrifício, apostam na educação dos seus filhos. A qualificação dos jovens é indispensável e os movimentos de professores e de pais clamam por melhor Escola, em programas de ensino adequados, e pela dignificação e respeito pela missão dos professores. A hora é de investir na terra portuguesa. É o que têm feito os agricultores que se recusam a abandonar a terra, contrariando as directivas desencontradas e a concorrência desleal por parte de outros países onde são muito mais apoiados. Portugal não precisa apenas de uma política de comércio livre; precisa sobretudo de uma política de comércio inteligente e justo. Os nossos agricultores sabem produzir. Falta que saibam melhor associar-se e cooperar para distribuir os seus produtos directamente aos consumidores. Nos últimos dez anos perdemos 180 mil hectares de boas terras agrícolas comprometendo gravemente a nossa capacidade de produção de alimentos, acentuando a nossa vulnerabilidade. Ainda recentemente experimentamos os perigos que daí podem advir. A hora é de investir no território português apoiando empresas inovadoras que recorram a energias alternativas. Simultaneamente devemos combater os desperdícios energéticos e dar prioridade a transportes ferroviários e marítimos, como alternativas competitivas. A capacidade de auto-sustentação no plano energético é cada vez mais necessária. Por exemplo, modernizando as barragens hidroeléctricas já existentes, aumentaríamos a produção de energia em 20%. O Estado deve promover e praticar uma política de gestão rigorosa dos seus recursos de modo a promover a nossa competitividade; deve ter um orçamento equilibrado para poder baixar os impostos de modo selectivo. O Estado deve desistir das obras faraónicas, aumentar a produtividade da função pública, encorajar os investimentos privados que produzam riqueza, preferindo sempre bens e serviços produzidos em Portugal. Por exemplo, o facto dos fundos da Segurança Social não serem investidos exclusivamente em empresas portuguesas, contribui para a descapitalização nacional e para o desemprego. Apelo aos partidos políticos para que não se deixem tornar em meros mecanismos de conquista do poder; que se lembrem que têm um papel decisivo nos debates sobre as doutrinas e as práticas políticas. Mas para isso, devem ser uma escola da cidadania, dialogando com as organizações não governamentais. Este sentimento geral de que a democracia deve ser melhorada entre nós, levou-me a apoiar o recém-criado Instituto da Democracia Portuguesa, que tem já desenvolvido múltiplas e úteis actividades em várias regiões do país, em colaboração com diversas organizações e com as autarquias locais. Em 1975 recuperámos as liberdades de expressão e de participação política que já existiam antes da revolução de 1910. Mas cada vez mais ouço especialistas e pessoas de bom senso a dizer: Portugal atrasou-se no séc. XX porque prescindiu do poder moderador do seu Rei, ao contrário de Espanha, Inglaterra e Bélgica, e outros países europeus, que prosseguiram na vanguarda do desenvolvimento. Tenho percorrido o país de lés a lés. Sou sempre cordialmente acolhido pelos autarcas e pelas populações às quais agradeço o carinho que me dispensam. Nessas ocasiões, apercebo-me da grandeza do nosso património cultural, erudito e popular. Basta apreciar as nossas tradições culturais para me dar conta de como se formou a gente portuguesa, nas várias regiões em que se expressa a alma nacional. É este “produto interno bruto” que mantém em alta a bolsa de valores humanos em que nós devemos investir. Quero aqui lembrar as numerosas homenagens a D. Carlos promovidas por várias Câmaras Municipais, com destaque para a ocasião em que o Chefe do Estado inaugurou a magnífica estátua erigida em Cascais. Durante todo este ano tiveram lugar inúmeros eventos de carácter cultural em homenagem ao Rei e ao Príncipe Dom Luís Filipe, organizados pela Comissão D. Carlos 100 Anos, integrada na Fundação D. Manuel II. Salientou-se o congresso “Os Mares da Lusofonia” que reuniu representantes de todos os países que falam português. Pelo interesse suscitado, foi lançado o desafio de a realizar cada dois anos, em países diferentes. Continuei este ano a colaborar com vários dos países nossos irmãos, especialmente a Guiné-Bissau, Angola e Timor, mediante programas de desenvolvimento rural e protecção ambiental. Aproveito para saudar o Primeiro Ministro Xanana Gusmão, actualmente de visita a Portugal, como líder que soube conduzir o heróico Povo timorense na luta pela liberdade e agora o serve com seriedade e competência no caminho do progresso material e espiritual. Saúdo o alargamento da CPLP esperando que em breve, Marrocos, o Senegal, as Ilhas Maurícias, a Guiné Equatorial e os nossos irmãos galegos possam fazer parte dessa comunidade. A Galiza procura afirmar a sua identidade cultural através da sua “fala”, que está na origem do português moderno. Tive a alegria de levar a minha Família ao país de minha Mãe, trineta do primeiro Imperador, Dom Pedro, para participar nas celebrações dos 200 anos da transferência do Governo e do Rei para o Brasil. Finalmente foi feita justiça ao tão caluniado D. João VI! A crescente importância económica e política do Brasil no Mundo é um motivo de orgulho e de oportunidade histórica para Portugal. Felicito os nossos governantes por a saberem aproveitar. Deixo para o fim a instituição militar que, desde a fundação de Portugal tem estado intimamente ligada ao nosso percurso colectivo. Hoje, defendendo Portugal “lá fora”, tem contribuído de forma impar para o prestígio e afirmação nacionais e para a paz e a segurança da população portuguesa e das regiões em que tem operado. A canonização, em 2009, de D. Nuno Álvares Pereira, patrono das Forças Armadas, será uma providencial ocasião para aprendermos com os seus exemplos de valentia e caridade, inteligência militar e política, e defesa intransigente da nossa liberdade e independência. Saibamos aproveitar essa oportunidade! Do fundo da história vem uma certeza que os monges de Alcobaça redigiram numa das mais belas frases da monarquia portuguesa: “O rei é livre e nós somos livres!”. Neste convento do Beato, situado na Lisboa Oriental onde se começou a conspirar para o 1º de Dezembro, deixai-me hoje proclamar: “Eu sou livre e vós sois livres!”. “Eu sou livre” e “Vós sois livres” porque ser monárquico é também defender Portugal acima de todos os interesses. Juntos poderemos renovar a democracia portuguesa pela Instituição Real que só poderá vigorar por vontade do povo, com o povo e enquanto o povo o entender.
A minha Mulher, eu, e os nossos filhos Afonso, Maria Francisca e Dinis, a isso nos comprometemos porque Portugal pode, Portugal deve, e Portugal quer continuar democrático e independente! Todos os que pensarem que o sonho dos fundadores e dos restauradores ainda está vivo, venham ter connosco; e se alguém questionar este crescente sentir do poder do povo, a resposta é hoje, como o foi no primeiro 1º de Dezembro:
“O rei é livre e nós somos livres!” ]
Convento do Beato, 30 de Dezembro de 2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

1º Dezembro:Feriado que assinala o Dia da Restauração da Independência de Portugal

[ Hoje, celebra-se em Portugal, o Dia da Restauração da Independência que é a designação dada à revolta iniciada em 1 de Dezembro de 1640 contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal por parte da dinastia filipina, e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança. Com o desaparecimento de D. Sebastião (1557-1578) na batalha de Alcácer-Quibir, a crise de sucessão criada abriu caminho a Espanha para consumar a tão desejada União Ibérica. Foram três os reis espanhóis que governaram Portugal entre 1580 e 1640 – Filipe I, Filipe II e Filipe III. Durante seis décadas o trono do País ficou privado de Rei natural. Começam, a partir de então, as constantes investidas e ameaças intentadas contra os territórios coloniais, que a coroa filipina votava ao descaso e desprotecção, com grandes perdas para os ingleses e, principalmente, para os holandeses em África (São Jorge da Mina, 1637), no Oriente (Ormuz, em 1622 e o Japão, em 1639) e fundamentalmente no Brasil (Salvador, Bahia, em 1624;Pernambuco, Paraíba, rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe desde 1630). Os prejuízos comerciais resultantes da derrocada do Império desobrigaram nobres e burgueses do juramento de obediência à dinastia filipina. Assim, a 1 de Dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos (Os Conjurados) aclamou o duque de Bragança como Rei de Portugal, com o título de D. João IV, dando início à quarta Dinastia – Dinastia de Bragança. A revolta foi imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais de todo o país, levando à instauração da Casa de Bragança no trono de Portugal. A espanha, emersa na Guerra dos 30 Anos, pouco pôde fazer para reprimir aos portugueses o desejo de resgatar a Independência. Assim, no dia 2 de Dezembro de 1640, D. João IV já cunhava o lacre da correspondência régia com o selo de soberano. ]
FONTES & VER+EM:

Dia da Restauração de Portugal: 1º de Dezembro 1640 ~ 1ºDezembro de 2008

[A Direcção Central da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, o Grupo de Reflexão Monárquica Pensar Real~Pensar Portugal e a Juventude Monárquica de Lisboa, convidam todos os Portugueses para as Cerimónias Comemorativas da Independência de Portugal, a realizar em Lisboa de acordo com o programa adiante apresentado.
PROGRAMA
DIA 01 DE DEZEMBRO (SEGUNDA-FEIRA)
12h00 - MISSA SOLENE DE ACÇÃO DE GRAÇAS:
Na Igreja Paroquial de Santa Justa, no Largo de São Domingos.
16h00 - HOMENAGEM AOS HERÓIS DA RESTAURAÇÃO:
Junto ao monumento dos Restauradores.
17h15 - ASSINATURA DO LIVRO DE HONRA DA SHIP:
No Salão Nobre do Palácio da Independência.
DIA 02 DE DEZEMBRO (TERÇA-FEIRA)
18H00 – ENTREGA À SHIP DO MOLDE DO BUSTO DE FERNANDO
PESSOA, DA AUTORIA DA ESCULTORA IRENE VILAR.
ABERTURA DA EXPOSIÇÃO: “A GUERRA PENINSULAR NA LITERATURA”
DECLAMAÇÃO DE POEMAS DE FERNANDO PESSOA POR JOSÉ CAMPOS E SOUSA
No “Espaço Fernando Pessoa”, do Palácio da Independência.
A partir desta data fica também instalado o Instituto D. Antão de Almada.]