sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Torre do Tombo:" O Valor Patrimonial dos Arquivos de Família dos Condes da Ponte"

[ O secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, estará hoje às 16H00 na Torre do Tombo, em Lisboa, na apresentação ao público da edição fac-similada e estudos do “Liber Testamentorum Coenobii Laurbanensis”, um cartulário do século XII. Sumavielle abre também a exposição virtual de algumas obras do Mosteiro do Lorvão, sendo expostos alguns documentos originais. No âmbito desta cerimónia será assinado o contrato de depósito, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, do Arquivo de Família dos Condes da Ponte (séculos XV-XIX). A nota do Ministério, afirma que esta assinatura sublinha “o valor patrimonial dos Arquivos de Família - detentores de memórias individuais e colectivas, que são parte integrante do nosso património documental”. (Conde da Ponte foi um título criado por carta de 16 de Maio de 1661, do Rei D. Afonso VI de Portugal, a favor de Francisco de Melo e Torres, o 1.º marquês de Sande.) ]
FONTES & VER+EM:
http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=35339

Pergaminho de Sharrer: As 7 Cantigas de Amor do Rei D. Dinis [Torre do Tombo]

[ O Pergaminho Sharrer é um fragmento de pergaminho medieval que contém partes de sete cantigas de amor de Dom Dinis, rei de Portugal, com poesias em língua galaico-portuguesa e notação musical. O pergaminho foi descoberto em 1990 nos arquivos da Torre do Tombo de Lisboa pelo pesquisador Harvey L. Sharrer, da Universidade da Califórnia. Até então a única outra fonte de música profana galaico-Portuguesa com notação era o Pergaminho Vindel, que traz sete canções do trovador Martim Codax, sendo que as outras fontes possuem a poesia, mas não a música. As composições estão em estado fragmentário devido à deterioração do pergaminho e não trazem autoria, mas são as mesmas encontradas em coletâneas de poesia como o Cancioneiro da Biblioteca Nacional e o Cancioneiro da Vaticana, onde são atribuídas ao Rei.]

As canções são:
- Poys que vos Deus, amigo, quer guisar
- A tal estado me adusse, senhor
- O que vos nunca cuidei a dizer
- Que mui grão prazer que eu hei, senhor
- Senhor fremosa, no posso eu osmar
- Não sei como me salva a minha senhor
- Quis bem amigos, e quero e querrei.
FONTES & VER+EM:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pergaminho_Sharrer

Rei Dom Dinis "O que vos nunca cuidei a dizer" (Cantiga de Amor)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Berna56: Tinteiro de prata pertencente ao Rei D. Carlos em exposição num edifício projectado pelo arquitecto espanhol Bofill

[ Um tinteiro de prata com as Armas da Família Real Portuguesa - Casa de Bragança - pertencente ao Rei D. Carlos de Portugal, foi apresentado por João Alexandre Taborda (Antiguidades) na festa de lançamento e inauguração oficial de vendas do edificio residencial de luxo Berna 56 do grupo Fibeira. A inauguração que ocorreu no dia 21 de Setembro com a participação interventiva de artistas Portugueses e marcas nacionais nos apartamentos do edificío, poderá ser visitada até dia 3 de Outubro. Situado na Avenida de Berna em Lisboa, frente aos jardins e entrada da Fundação Gulbenkian, o edifício Berna 56 nasceu pelo traço do arquitecto Espanhol Ricardo Bofill. A associação de Ricardo Bofill ao Grupo Fibeira foi anteriormente premiada através da concepção do edificio Atrium Saldanha – melhor empreendimento do ano (1997), Prémio Ambelis (1997) e Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura (2001). A nível internacional, o arquitecto catalão Ricardo Bofill já deixou o seu traço na concepção das sedes da Dior, Cartier, Rochas, JCDecaux, Axa … a que se juntam outras obras de enorme projecção, como o Centro de Congressos de Madrid, o Teatro Nacional da Catalunha e o Aeroporto de Barcelona. O Berna 56 é um edifício de habitação de luxo, composto por 21 apartamentos e 3 lojas. Com o apoio de elementos do grupo Pensar Real~Pensar Portugal, para o evento foram convidados a participar nesta iniciativa: Maria João Bahia - Babel - SIGMETUM - Adega Mayor – Delta Q - Fernando Sanchez Salvador e Margarida Grácio Nunes - Lara Torres - João Alexandre Taborda - Lourenço de Almada - Sofrau - HDMC - Galeria Pedro Cera - Francisco Torres - Maria Sobral Mendonça. ]
SITE BERNA56:

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Lisbon Mummy Project: Múmias do Museu de Arqueologia "Revelam Segredos"

[ "Pabasa, filho de Hor e sacerdote Semati, encarregue durante a vida de vestir a estátua do deus Min, foi a segunda múmia a entrar, hoje de manhã, nas salas do IMI (Imagens Médicas Integradas) para ser radiografada, primeiro, e em seguida submetida a uma TAC (Tomografia Axial Computorizada). Antes dela estivera nas mesmas salas uma múmia ptolemaica sem sarcófago e da qual se desconhece o nome, e a seguir a Pabasa entrou, para os exames médicos, o sarcófago de Irtieru, a múmia mais antiga da colecção do MNA, e da qual se sabe apenas o nome. Este estudo – inédito em Portugal –, baptizado como Lisbon Mummy Project, é resultado de uma parceria entre o IMI, que disponibiliza as instalações e a equipa de investigação coordenada por Carlos Prates, a Siemens, que patrocina o projecto e disponibiliza uma estação de trabalho de pós-processamento avançado da informação digital, o MNA, cujo director, Luís Raposo, é um dos coordenadores de uma equipa que integra ainda o egiptólogo Luís Araújo, do Instituto Oriental da Faculdade de Letras de Lisboa, e o arqueólogo Álvaro Figueiredo, do University College de Londres. Das três múmias, sabe-se apenas que uma delas (a de Pabasa) é proveniente da colecção da família Palmela e foi doada ao museu em meados do século XX. A origem das outras duas é desconhecida, embora Luís Araújo admita que possa a mesma da de Pabasa. O director do Museu, Luís Araújo, afirmou que os resultados dos exames passarão, "a seu tempo" a fazer parte da exposição de artefactos egípcios do museu, em formato de filme. "Através da análise detalhada podemos calcular a idade, possíveis patologias, doenças profissionais, estilo de vida", salientou. "Dentro de três meses, segundo as expectativas dos organizadores do Lisbon Mummy Project - que será tema de capa numa das próximas edições da revista National Geographic - haverá "dados preliminares" sobre os exames feitos.]
FONTES & VER+EM:
http://www.publico.pt/Cultura/mumias-do-museu-de-arqueologia-analisadas-ao-raio-x_1452397
MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA:
http://www.mnarqueologia-ipmuseus.pt/

Festas do Mar animam Baía de Cascais


[ Espectáculos diários, mostras de artesanato, gastronomia e muita animação são algumas das atracções das Festas do Mar 2010 que terão lugar na Baía de Cascais entre os dias 19 e 29 de Agosto, das 12h00 às 01h00. Durante 10 noites, a Baía de Cascais será o palco local privilegiado para assistir a espectáculos com grupos e artistas do panorama artístico nacional e internacional, onde se destacam Daniela Mercury, Santos & Pecadores, GNR, Rita Redshoes, UHF, Per7ume, José Cid, Amália Hoje, Martinho da Vila, entre muitos outros. Nas Festas do Mar vão estar presentes referências incontornáveis, como os Gelados Santini, os Hot Dogs de Cascais, lado a lado com as típicas tasquinhas que este ano vão oferecer propostas gastronómicas a partir do renovado Largo Cidade Vitória, em frente à Junta de Freguesia de Cascais. A tradicional procissão em honra de Nossa Senhora dos Navegantes tem este ano lugar no dia 22 de Agosto, às 15h00. Primeiro em terra, com saída da Igreja Matriz de Cascais em direcção à praia dos Pescadores pela Av. D.Carlos, e depois num florido cortejo por mar, até à Guia e regresso, a bordo das embarcações de pesca devidamente engalanadas. Cumprindo a tradição, a procissão por mar oferece ao público um espectáculo de cor e alegria muito característico desta Vila piscatória. Destaque ainda para a oferta proporcionada pelos espectáculos de fogo-de-artifício nos céus sobre a Baía de Cascais, no final dos concertos nos dias 19, 21, 28 e 29 de Agosto. Entrada é Livre!]

INFORMAÇÕES:
http://www.cm-cascais.pt/
RTP- VER REPORTAGEM:
RTP - PORTUGAL EM DIRECTO

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

"O Sonho do Rei Dom Carlos": In Histórias d'ouvir e contar - Edição C. M. de Sesimbra



[ Hoje partilhamos o excerto de um conto para os mais pequenos que se centra nas ambições oceanógrafas do Rei Dom Carlos. Assinado pela bióloga marinha, Raquel Gaspar, o conto "O Sonho do Rei Dom Carlos" integra a compilação Histórias d’ouvir e contar…, editada pela Câmara Municipal de Sesimbra.

«Dom Carlos e o príncipe Alberto passaram muitos dias a falar sobre o mar. Ambos queriam descobrir como era o seu fundo. Imaginavam como seriam as fossas abissais. As fossas abissais são os sítios mais profundos do mar, têm uma forma parecida com a de um vale muito cavado. São tão fundas que a luz do sol não consegue lá chegar e também por isso eram sítios desconhecidos. Tinha sido há pouco tempo que os cientistas haviam descoberto existir vida a tais profundidades! Mas o rei sabia que os pescadores de Sesimbra já sabiam disto há muito tempo.
(…)
Se ele conseguisse descobrir que peixes lá viviam, com certeza encontraria criaturas fantásticas, desconhecidas para os cientistas. Se ele conseguisse saber como era o fundo do mar, poderia fazer um mapa com os seus altos e baixos, planícies e vales submarinos profundos.»

Raquel Gaspar, O Sonho do Rei Dom Carlos, in Histórias d’ouvir e contar…, Câmara Municipal de Sesimbra (2009) .
Raquel Gaspar, desempenha funções na Promoção das ciências da vida na educação durante a infância, para a Associação Viver a Ciência. É bióloga e contadora de histórias. Realizou um pós-doutoramento na VAC criando materiais pedagógicos para a infância baseados em histórias. É responsável pelo projecto Sair da Concha e autora dos livros pedagógicos "Caracol, caracol põe os pauzinhos ao sol" e "À descoberta das conchas da praia". É a responsável pedagógica do projecto Simbiontes e autora e co-ilustradora do livro "Os Amigos da Menina do Mar". Licenciada em Biologia e doutorada em Dinâmica Populacional e Conservação dos Roazes do Sado. ]

Prémio do Mar Rei D. Carlos 2010 : Candidatura até 15 Set [Museu do Mar]

[ Pensar Real~Pensar Portugal, divulga o Regulamento da 16ª Edicção do Prémio do Mar Rei D. Carlos, que está a ser publicitado nos Media.
REGULAMENTO 2010:
1. A Câmara Municipal de Cascais institui o Prémio do Mar Rei D. Carlos, pretendendo deste modo homenagear o estadista a quem a vila muito deve, e simultaneamente, o oceanógrafo e homem do mar que o monarca foi.
2. O Prémio do Mar Rei D. Carlos, de periodicidade anual, contemplará alternadamente trabalhos de investigação sobre a História Marítima, e estudos científicos no âmbito da Vida e Ambiente nos Oceanos.
2.1 Em 2010 o Prémio está aberto a trabalhos sobre Vida e Ambiente nos Oceanos.
3. Os trabalhos apresentados terão de ser inéditos, não sendo aceites os estudos e trabalhos encomendados por outras instituições, públicas ou privadas, cujos direitos de autor se encontrem registados por essas instituições.

4. Normas de apresentação: texto em língua portuguesa, fonte Times New Roman, corpo 12- espaçamento entre linhas 1/5, justificado, em folhas A4 numeradas, com margens superiores e inferiores de 2,5 cm, e margens laterais de 3 cm. Os originais, entregues em número de quatro exemplares, deverão ter o máximo de 350 páginas, incluindo eventuais anexos e uma página de resumo (abstract) em língua portuguesa e inglesa, e apresentar um mínimo de 15 e um máximo de 150 imagens ou fotografias. Deverão ainda obedecer à norma de citação bibliográfica NP 405.
5. Os originais deverão ser entregues ou enviados pelo correio ao Secretariado do Prémio do Mar Rei D. Carlos, Museu do Mar Rei D. Carlos, Câmara Municipal de Cascais, Praça 5 de Outubro, 2754 - 501 Cascais, sob pseudónimo, até 15 de Setembro de 2010.
6. Juntamente com os originais deverá ser apresentado um sobrescrito fechado, contendo no interior a identidade, endereço e contacto telefónico do concorrente ou do 1º autor (incluindo a ficha técnica da equipa, para trabalhos de equipa interdisciplinar), ostentando no exterior o pseudónimo escolhido.
6.1 Os originais e o envelope de identificação deverão ser entregues dentro de um único sobrescrito comum.
7. O Júri é constituído por três personalidades de reconhecido mérito científico em cada uma das modalidades.
8. O Júri pode decidir-se pela não atribuição do Prémio.
9. Não haverá recurso das decisões do Júri.
10. A Câmara Municipal de Cascais editará o trabalho galardoado.
11. O Prémio terá o valor de 2.500,00 euros (dois mil e quinhentos euros). Este montante é entendido como pagamento dos direitos de autor respeitantes à edição da obra premiada.
12. A entrega do Prémio será feita em sessão pública, a decorrer no Museu do Mar Rei D. Carlos.
13. Todos os sobrescritos ficarão na posse do Secretariado para serem devolvidos, juntamente com três cópias do trabalho premiado, quando solicitados, até um mês após o anúncio público do trabalho premiado. Apenas será entregue ao Júri o sobrescrito respeitante à obra premiada.
14. A Câmara Municipal de Cascais não se compromete a devolver os trabalhos concorrentes se estes não forem levantados até um mês depois de anunciado o Prémio.
15. A divulgação do Prémio, bem como do trabalho premiado, será feita através da Imprensa.
16. Os casos omissos não contemplados no presente regulamento serão solucionados pelo Júri.
17. As informações inerentes ao presente Prémio deverão ser solicitadas para o Secretariado do Prémio do Mar Rei D. Carlos, no Museu do Mar Rei D. Carlos, pelo telefone 21 481 59 54 e endereço electrónico museumar@cm-cascais.pt.

Rei D. Carlos: Colecção Oceanográfica "D. Carlos I"- Aquário Vasco da Gama [Museu]


[ Ao longo de doze anos de campanhas, D. Carlos foi reunindo uma colecção zoológica de incalculável valor histórico e científico que inclui animais conservados em meio líquido e naturalizados. Constituindo um valoroso contributo para o inventário faunístico da costa Portuguesa, esta colecção tem vindo a servir de base à realização de diversos estudos científicos, nomeadamente sobre peixes e crustáceos. A Colecção Oceanográfica D. Carlos I inclui ainda instrumentos oceanográficos utilizados durante as campanhas, bem como um extenso conjunto de documentação e bibliografia referentes à actividade científica desenvolvida pelo monarca. Inicialmente foi sendo guardada no Palácio das Necessidades, com vista à criação de um Museu Oceanográfico. Após a morte do monarca, as colecções foram entregues em Fevereiro de 1910 à Liga Naval Portuguesa, que inaugurou a Secção Oceanográfica D.Carlos I do então Museu de Marinha, situado no Palácio dos Duques de Palmela, ao Calhariz. Mais tarde, com a extinção da Liga Naval Portuguesa em 1929, a colecção transita para o Museu Condes de Castro Guimarães, em Cascais, sendo doada por escritura pública notarial e por decreto-lei de 11 de Junho de 1935, ao Aquário Vasco da Gama-Estação de Biologia Marítima. A Biblioteca Científica do Rei, incluindo verdadeiras preciosidades bibliográficas e constituindo um espólio de valor inimaginável, foi também oferecida nessa mesma altura. Desde então, o Aquário Vasco da Gama tem sido responsável pela conservação deste fantástico património, parcialmente em exposição permanente ao público visitante desde 20 de Maio de 1943, por ocasião do 45º aniversário desta instituição, altura em que reabriu ao público o Museu Oceanográfico D. Carlos I. A parte restante da Colecção mantém-se reservada, mas disponível para a consulta a efectuar por especialistas, com vista à realização de estudos científicos. As sucessivas transferências da Colecção, desde o primitivo Museu no Palácio das Necessidades até ao Aquário Vasco da Gama, contribuíram para o desaparecimento de um número significativo de exemplares e a deterioração de muitos outros. A parte da Colecção Oceanográfica D. Carlos I que hoje se encontra depositada nesta instituição, embora seja uma pálida amostra daquilo que deveria ter sido no tempo em que o monarca viveu, constitui um legado de incalculável valor histórico e científico, estreitamente ligado ao nascimento da moderna oceanografia em Portugal.]
S.M.F. EL-REI DOM CARLOS I DE PORTUGAL:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_I_de_Portugal

FONTES & VER+EM:
http://aquariovgama.marinha.pt/PT/museu/Pages/coleccao_rei.aspx

Oceanografia:El-Rei D. Carlos de Portugal- "Um dos Pioneiros Mundiais na História da Oceanografia de mérito Internacional"

[ "D. Carlos nasceu em Lisboa, no Palácio da Ajuda, a 28 de Setembro de 1863. Filho de D. Maria de Sabóia e de D. Luís I, foi educado para ser rei, tendo revelado desde muito cedo uma forte aptidão para as artes, para o desporto e ainda para a observação da natureza. Herda de seu pai a paixão pelo mar que se irá reflectir na sua obra artística e científica. A 22 de Maio de 1886 casa com D. Amélia de Orleães, filha dos Condes de Paris, de quem teve dois filhos: o Príncipe D. Luís Filipe e o infante D. Manuel, que viria a ser o último rei de Portugal. Com a morte do pai, em 19 de Outubro de 1889, é confrontado com grandes dificuldades sociais e políticas que encara com coragem e lucidez. No entanto, apesar do destaque que adquiriu a nível científico, tanto nacional como internacionalmente, não foi capaz de resolver os graves problemas políticos resultantes, por um lado, de uma profunda crise interna, e por outro, pelo ambiente internacional, favorável ao desaparecimento das monarquias na Europa. A 1 de Fevereiro de 1908, quando a Família Real regressava de Vila Viçosa com destino a Lisboa, sofre um atentado em pleno Terreiro do Paço. D. Carlos é vitimado, bem como o seu filho mais velho, o Príncipe herdeiro D. Luís Filipe. D. Manuel, o segundo filho, é aclamado Rei de Portugal. Dois anos mais tarde é implantada a República e a Família Real abandona o país com destino a Inglaterra."
CAMPANHAS OCEANOGRÁFICAS:
D. Carlos de Bragança, Rei de Portugal entre 1889 e 1908, dedicou-se com assinalável sucesso a um conjunto diversificado de actividades de que se destacam a Arte e alguns ramos da Ciência, tal como a Ornitologia e a Oceanografia. Neste campo pode mesmo considerar-se como um dos pioneiros mundiais, tendo deixado uma obra de reconhecido mérito. Influenciado pelo crescente interesse do Homem pelo estudo do mar registado no século passado, D. Carlos decidiu explorar cientificamente o nosso mar. Depois de uma cuidadosa preparação, e auxiliado por um valoroso conjunto de colaboradores, de entre os quais se destaca Albert Girard, D. Carlos deu início, a 1 de Setembro de 1896, à primeira de doze Campanhas Oceanográficas (1896-1907) realizadas na costa portuguesa, com o objectivo principal de estudar a Fauna Marinha. O estudo dos peixes, mereceu desde logo particular atenção, dada a enorme importância económica da indústria piscatória em Portugal. A intensa actividade oceanográfica desenvolvida passa ainda por campos tão diversos como o estudo das correntes ou da topografia dos fundos marítimos, tendo inclusivamente chegado a reconhecer a existência de profundos vales submarinos próximo da costa, na região do Cabo Espichel.
DIVULGAÇÃO CIENTIFICA::
É de salientar o extraordinário papel desempenhado por D. Carlos no domínio da divulgação científica, fazendo chegar ao conhecimento público os resultados das suas campanhas oceanográficas, organizando exposições com o material zoológico recolhido ou ainda com istrumentos de uso corrente em oceanografia e aparelhos de pesca. D. Carlos publicou também diversas obras de reconhecido mérito científico, de entre as quais se destacam "Resultados das Investigações Scientificas feitas a bordo do Yacht "Amélia" . Pescas marítimas. I. - A Pesca do Atum no Algarve em 1898 e II- Esqualos obtidos nas campanhas de 1896 a 1903 efectuadas a bordo do "Yacht Amelia".
O mérito da sua obra foi internacionalmente reconhecido, como o demonstram os numerosos diplomas que lhe foram conferidos pelas mais prestigiadas instituições científicas da época. ]
SITE AQUÁRIO VASCO DA GAMA:
http://aquariovgama.marinha.pt/PT/museu/Pages/rei_carlos.aspx