N'um café restaurante, ao rez do chão. Os Politicos.
(...) Em quanto o pano cáe lentamente, ouve-se na rua a voz do ALMA que veiu interromper a conversa animada dos politicos:
Lobos de olhos em sangue a deitar lume,
São os ódios, a uivar, a uivar, a uivar
N'esta sagrada terra que ao luar
Exála, á noite, um mistico perfume!
Negras paixões acordam rancorosas,
Afiando o ferro frio dos punhaes,
N'esta sagrada terra de olivaes,
De poentes de oiro e de manhãs de rosas!
O ódio vermelho e verde cresce, cresce
N'esta sagrada terra portugueza,
Onde a Virgem saudosa da tristeza
A' tardinha, murmura etérea prece!
São os ódios, a uivar, a uivar, a uivar
N'esta sagrada terra que ao luar
Exála, á noite, um mistico perfume!
Negras paixões acordam rancorosas,
Afiando o ferro frio dos punhaes,
N'esta sagrada terra de olivaes,
De poentes de oiro e de manhãs de rosas!
O ódio vermelho e verde cresce, cresce
N'esta sagrada terra portugueza,
Onde a Virgem saudosa da tristeza
A' tardinha, murmura etérea prece!
O ódio vermelho e verde cresce... cresce...]
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